Juros futuros voltam a cair em meio a preocupação com recessão global

Depois do tombo de ontem, os juros futuros continuaram caindo nesta sexta-feira, mas de forma moderada, em linha com o recuo dos rendimentos dos Treasuries, e limitados pela forte recuperação do dólar.

As taxas repercutiram as preocupações com o risco de uma recessão global, após a China decidir retaliar os produtos americanos com uma alíquota de 34%, a mesma imposta por Donald Trump aos artigos chineses importados pelos EUA, o que reforçou o receio dos investidores de uma recessão global.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,665% (de 14,740% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,190% (14,375%); Jan/29 a 14,030% (14,130%); Jan/31 a 14,350% (14,370%); e Jan/33 a 14,450% (14,470%).

(Téo Takar)

Ibovespa se contamina com aversão ao risco global após retaliação da China às tarifas dos EUA; NY tem queda firme

[4/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Após a estabilidade da véspera, o Ibovespa se contaminou com a aversão ao risco global provocada pelas tarifas recíprocas do presidente Donald Trump e a posterior retaliação da China contra os EUA, em meio ao temor de uma recessão mundial.

O índice registrou forte queda de 2,96%, aos 127.256,00 pontos, com volume de R$ 31,6 bilhões. Na semana, o recuo foi de 3,52%.

Apenas três ações fecharam no azul. O maior destaque positivo foi de Carrefour, com +10,77% (R$ 8,23), depois que a varejista elevou de R$ 7,70 para R$ 8,50 o valor do resgate de ação para fechamento de capital.

Diante da forte queda do petróleo, sob impacto da guerra comercial, os papéis de petrolíferas ficaram entre os maiores prejudicados do pregão. Petrobras ON teve baixa de 4,19% (R$ 37,73) e Petrobras PN teve queda de 4,03% (R$ 34,55).

As incertezas sobre o cenário econômico global também pressionaram as metálicas. Assim, Vale desvalorizou 3,99%, a R$ 52,68.

O dólar à vista fechou em forte alta de 3,68%, a R$ 5,8350, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior, que avançou diante dos pares e das divisas emergentes em reação à guerra comercial e a declarações cautelosas do presidente do Fed, Jerome Powell.

Em NY, as bolsas fecharam em forte queda, recuando para seu menor nível desde abril do ano passado, sob impacto de uma iminente guerra comercial entre EUA e China e do alerta de Powell de que o tarifaço terá efeitos maiores que o esperado anteriormente, provocando alta na inflação e queda no crescimento.

Dow Jones recuou 5,50% (38.313,94). S&P 500 perdeu 5,97% (5.074,13). Nasdaq caiu 5,82% (15.587,79). Na semana, os índices acumularam queda de, respectivamente, 7,9%, 9% e 10%. Os retornos dos Treasuries também recuaram.

Dólar dispara com reação da China a Trump e mensagem cautelosa de Powell

O dólar à vista fechou em forte alta diante do real, acompanhando o movimento da moeda americana no exterior, que avançou diante dos pares e das divisas emergentes.

A decisão da China de retaliar as tarifas dos EUA com a mesma taxa de 34% sobre todos os produtos americanos gerou forte aversão ao risco nos mercados, diante da avaliação de que a guerra comercial criada por Donald Trump está se ampliando e pode levar a uma recessão global.

A reação chinesa acabou ofuscando o dado resiliente do payroll, que mostrou criação de 228 mil empregos em março, bem acima dos 137 mil esperados.

As declarações cautelosas de Jerome Powell também fizeram preço. O presidente do Fed mudou o tom otimista do seu último discurso, de que a inflação das tarifas seria “transitória”, e admitiu hoje que é possível que elas gerem efeitos “mais persistentes” na inflação.

O dólar à vista fechou em alta de 3,68%, a R$ 5,8350, após oscilar entre R$ 5,7016 e R$ 5,8455. Na semana, a moeda subiu 1,27%. Às 17h06, o dólar futuro para maio avançava 3,61%, para R$ 5,8660.

Lá fora, o DXY subia 0,92%, aos 103,010 pontos. O euro caía 0,92%, para US$ 1,0949. E a libra perdia 1,71%, a US$ 1,2874.

(Téo Takar)