Ouro cai e fecha abaixo de US$ 3 mil com realização de lucros
Os preços do ouro encerraram em queda nesta segunda-feira, em um pregão marcado por forte volatilidade. A escalada da guerra comercial, com a imposição de tarifas pelos Estados Unidos e as retaliações da China, elevou o temor de uma recessão global.
O recuo do metal dourado, tradicionalmente visto como um ativo de proteção, reflete a recente onda de vendas, com investidores liquidando posições para cobrir prejuízos em outros mercados, segundo analistas.
O contrato do ouro para junho recuou 2,03%, fechando a US$ 2.973,6 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). É a primeira vez desde 13 de março que o ouro recua para abaixo do nível de US$ 3 mil.
Apesar da queda, o metal ainda acumula alta de quase 11% no ano. Na última semana, porém, perdeu mais de 2% em meio ao caos gerado pelas tarifas. Segundo Renisha Chainani, chefe de pesquisa da Augmont, em períodos de forte volatilidade ou queda abrupta nas bolsas, é comum que investidores vendam posições em ouro para levantar liquidez.
Ativos seguem voláteis em meio a boato de pausa nas tarifas e nova ameaça de Trump contra a China
[7/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Os ativos globais seguem bastante voláteis nesta tarde, mas já dão sinais de alguma melhora, afastando-se das mínimas registradas mais cedo.
A sessão já teve direito a boato de suspensão temporária das tarifas de Trump, desmentido em seguida pela Casa Branca, e nova ameaça do presidente americano contra a China, ameaçando elevar as taxas em mais 50% sobre produtos chineses importados pelos EUA.
Em NY, as bolsas seguem mistas, mas com viés mais positivo (Dow Jones -0,47%; S&P500 +0,42%; Nasdaq +2,33%).
Os juros dos Treasuries mantêm o ritmo forte de alta, especialmente nos vencimentos longos (T-Note de 10 anos a 4,1668%; T-bond de 30 anos a 4,6092%), e o dólar segue ganhando espaço sobre os pares (DXY +0,23%), especialmente diante da libra (-1,01%, a US$ 1,2766) e das divisas emergentes.
Por aqui, o dólar à vista sobe 1,05%, a R$ 5,8962. O Ibovespa marca baixa de 0,83%, aos 126.200 pontos. E os juros mostram alta moderada, especialmente no miolo da curva (DI Jan/27 a 14,240%; Jan/29 a 14,160%).
(Téo Takar)
Guerra comercial entre EUA e China agrava cenário já preocupante de recessão global
A semana termina com uma guerra comercial declarada entre EUA e China. A disputa entre as duas maiores economias do mundo vem agravar o cenário já preocupante de uma recessão global, desenhado após o anúncio das tarifas “desconcertantes” de Donald Trump, especialmente sobre produtos asiáticos.
O Brasil até que saiu relativamente ileso da guerra de Trump, com uma tarifa recíproca de “só” 10%. Mas, a possibilidade de um choque na economia chinesa reacendeu a luz amarela por aqui, visto que o país é o principal mercado de vários produtos brasileiros, especialmente commodities.
Até Jerome Powell se viu obrigado a mudar seu discurso, admitindo que a inflação das tarifas poderá não ser “transitória”. Ele também reforçou o “mantra” de que o Fed não tem pressa para mexer na política monetária.
Bom fim de semana! (Téo Takar)