Ibovespa recua, seguindo aversão ao risco global, com Petrobras pesando; NY tem sessão extremamente volátil

[7/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Em um dia de aversão ao risco global, em meio aos desdobramentos da política tarifária americana e o temor de recessão nos EUA e no mundo, o Ibovespa terminou a sessão em baixa, ampliando as perdas diante do arrefecimento da performance dos papéis da Petrobras na parte final do pregão.

O índice caiu 1,31%, aos 125.588,09 pontos, com volume financeiro de R$ 43,7 bilhões.

Figurando entre as maiores perdas, Petrobras ON registrou -5,57%, a R$ 35,63, e Petrobras PN, -3,97%, a R$ 33,18, em meio à notícia de que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, teria procurado a direção da estatal nos últimos dias para tentar viabilizar redução no preço dos combustíveis, segundo a CNN.

Já Vale recuou 1,20%, a R$ 52,09. O dólar à vista fechou em alta de 1,30%, a R$ 5,9106, diante da escalada das preocupações com a guerra comercial de Donald Trump.

Em NY, as bolsas terminaram a sessão majoritariamente em queda, em um dia volátil, com os investidores oscilantes em meio a novos temores de recessão global provocado pelas tarifas e incertezas sobre as próprias tarifas, que podem causar a volta de pressões inflacionárias e desaceleração de crescimento.

Dow recuou 0,91% (37.965,60). S&P 500 perdeu 0,23% (5.062,25). Já Nasdaq foi exceção, subindo 0,10% (15.603,26), auxiliado pela recuperação de algumas big techs. Por sua vez, os retornos dos Treasuries avançaram.

Dólar vai a R$ 5,91 com nova ameaça de Trump contra a China

O dólar à vista voltou a fechar em forte alta diante do real nesta segunda-feira, seguindo a tendência de outras moedas emergentes, em meio à escalada das preocupações com a guerra comercial de Donald Trump.

O presidente americano fez nova ameaça à China, de impor mais 50% em tarifas, caso o país não volte atrás na retaliação contra os produtos americanos anunciada na sexta-feira. O

dólar chegou a registrar uma queda pontual pela manhã em meio ao boato de que os EUA fariam uma pausa nas tarifas para abrir espaço para negociações com outros países, mas o rumor foi logo desmentido pela Casa Branca.

O dólar à vista fechou em alta de 1,30%, a R$ 5,9106, após oscilar entre R$ 5,8169 e R$ 5,9324. Às 17h05, o dólar futuro para maio subia 0,85%, a R$ 5,9335.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,42%, aos 103,454 pontos. O euro caía 0,34%, para US$ 1,0917. E a libra recuava 1,37%, a US$ 1,2719.

(Téo Takar)

Petróleo fecha em queda de 2% com preocupações sobre guerra comercial e demanda

Os contratos futuros de petróleo fecharam o pregão desta segunda-feira em baixa, ampliando perdas de quase 10% acumuladas na última semana, em meio a temores de que a guerra comercial desencadeada pelo tarifaço do presidente Donald Trump gere uma recessão global e enfraqueça a demanda pela commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para maio caiu 2,08% (US$ 1,29), fechando a US$ 60,70 o barril.

O Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), cedeu 2,08% (US$ 1,37), alcançando US$ 64,21 o barril.

Em um pregão volátil, os contratos de petróleo bruto chegaram a subir mais de US$ 1,00 com rumores de que o governo Trump estaria considerando suspender as tarifas recíprocas por 90 dias, mas voltaram a cair após a Casa Branca negar a informação.