Trump dobra a aposta contra a China e esfria recuperação de Wall Street

[8/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

A tentativa de recuperação dos mercados azedou na última hora, após a Casa Branca confirmar que os EUA vão aplicar uma tarifa adicional de 50% sobre os produtos importados.

Um pouco antes, a China declarou que “está pronta para lutar até o fim” caso Washington leve adiante a aplicação das sobretaxas, deixando claro que a guerra comercial instalada por Donald Trump está instalada.

Em Wall Street, os índices chegaram a operar no negativo por alguns instantes, mas há pouco registravam alta moderada (Dow Jones +0,77%; S&P500 +0,42%; Nasdaq +0,34%), mas bem longe das máximas registradas mais cedo.

Já os rendimentos dos Treasuries seguiam escalando (T-Note de 2 anos a 3,7628%; 10 anos a 4,2361%), enquanto o DXY tinha leve recuo frente aos pares (-0,16%, aos 103,106 pontos).

Aqui, o Ibovespa se mantém no vermelho (-0,57%, aos 124.877 pontos), pressionado principalmente por Vale ON (-3,98%).

O dólar à vista testa os R$ 6 (+1,18%, a R$ 5,9803) e os juros futuros sobem moderadamente, especialmente no miolo da curva (DI Jan/27 a 14,350%; Jan/29 a 14,260%).

(Téo Takar)

Ouro fecha em alta impulsionado pela busca por proteção

Os preços do ouro se recuperaram e encerraram em alta nesta terça-feira, após atingirem na véspera o menor nível em quase quatro semanas, pressionados por realização de lucros e cobertura de posições.

A retomada foi impulsionada pelo aumento das preocupações com uma guerra comercial global, que reacendeu a busca por ativos de proteção.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para junho subiu 0,56%, fechando a US$ 2.990,2 por onça-troy, após ter tocado na segunda-feira o menor nível desde 13 de março, segundo dados da Tickmill.

Apesar do avanço do dia, o metal precioso ainda acumula queda de 4,2% em uma semana. No entanto, analistas do ING avaliam que qualquer nova correção para baixo deve ser limitada, já que a incerteza comercial e tarifária continua elevando o apelo do ouro como proteção.

Juros futuros avançam na esteira do rendimento dos Treasuries e do dólar em meio à guerra de Trump

Os juros futuros fecharam com altas moderadas nesta segunda-feira, com os longos sentindo a pressão de alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar, em mais uma sessão de aversão ao risco e preocupação dos investidores com os impactos das tarifas de Donald Trump e possíveis novas retaliações de países afetados.

Já os curtos ficaram mais perto da estabilidade, com investidores em compasso de espera pelos números do IPCA no fim da semana e reagindo à estabilidade das expectativas no boletim Focus. No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,700% (de 14,665% no fechamento da sessão anterior). Jan/27 a 14,215% (14,190%); Jan/29 a 14,165% (14,030%); Jan/31 a 14,480% (14,350%); Jan/33 a 14,590% (14,450%).

(Téo Takar)