Juros futuros avançam em meio à tensão global com tarifas

Os juros futuros avançaram nesta terça-feira, em meio ao aumento da aversão ao risco nos mercados globais e o avanço do dólar, após os EUA confirmarem tarifa adicional de 50% sobre importações da China a partir de amanhã.

Na agenda doméstica, o resultado do setor público apresenta déficit primário de R$ 18,973 bilhões em fevereiro, melhor que a mediana de -R$ 26,250 bilhões projetada pelo mercado.

Segundo Matheus Pizzani, da CM Capital Markets, o déficit foi mais brando pelo fato de o orçamento do governo federal ainda não estar aprovado no período, o que limitou os gastos discricionários. Segundo ele, a não aprovação do orçamento resultou, nos dois primeiros meses do ano, em uma economia da ordem de R$ 18 bilhões ao governo federal, “próximo ao que foi bloqueado em 2024”.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,765% (de 14,700% no fechamento anterior). Jan/27 a 14,390% (14,215%); Jan/29 a 14,325% (14,165%); e Jan/31 a 14,590% (14,480%).

(Téo Takar)

Dólar testa os R$ 6 após Trump dobrar taxa sobre a China

O dólar à vista testou os R$ 6 nesta terça-feira, com a piora de humor dos investidores após a Casa Branca confirmar que os EUA aplicarão tarifa adicional de 50% sobre os produtos chineses a partir de amanhã, uma vez que Pequim não cedeu à pressão de Donald Trump e manteve a retaliação de 34% sobre os produtos americanos.

No cenário doméstico, os investidores reagiram à informação de que o deputado Arthur Lira, relator do projeto de isenção do IR, quer mexer no texto e recuperar um projeto similar, que trata da tributação de dividendos (veja nota às 16h36). O dólar à vista fechou em alta de 1,47%, a R$ 5,9973.

Petróleo volta a fechar em queda com confirmação de tarifa adicional dos EUA sobre a China

Os contratos futuros de petróleo inverteram o sinal no fim da sessão e voltaram a fechar o dia em queda nesta terça-feira, depois de a Casa Branca confirmar a aplicação de tarifas totais de 104% sobre os produtos chineses.

A preocupação dos investidores é de que a guerra comercial desencadeada pelo presidente Donald Trump provoque uma recessão global e enfraqueça a demanda pela commodity.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para maio caiu 1,85% (US$ 1,12), fechando a US$ 59,58 o barril. O Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), cedeu 2,16% (US$ 1,39), alcançando US$ 62,82 o barril.