Ouro sobe 3% em meio a tensão provocada por guerra tarifária

Os preços do ouro encerraram em alta nesta quarta-feira, se aproximando dos níveis recordes alcançados recentemente. A disparada na busca por ativos de segurança, diante do aumento da tensão comercial global, sustentou o apetite pelo metal precioso.

O fechamento dos negócios ocorreu antes do anúncio de revisão em relação à imposição de tarifas recíprocas pelo presidente Donald Trump.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para junho subiu 2,98%, fechando em US$ 3.086,2 por onça-troy. Na máxima, o metal dourado atingiu US$ 3.117,1.

“O ouro continua sendo visto como uma proteção contra a instabilidade”, avalia Bart Melek, chefe de estratégias de commodities da TD Securities. Segundo ele, o ouro em barras subiu mais de 17% em 2025, batendo vários recordes ao longo do ano.

Outro fator que ajudou a impulsionar os preços foi a expectativa crescente de uma desvalorização do yuan chinês, que atingiu mínimas históricas durante a madrugada.

Trump dá uma pausa nas tarifas e provoca caça às pechinchas em Wall Street

[9/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Donald Trump recuou parcialmente de sua guerra comercial e os mercados respiraram aliviados nesta tarde, com investidores corrigindo os exageros dos últimos dias e indo atrás das pechinchas.

O presidente americano decidiu autorizar uma pausa de 90 dias nas tarifas recíprocas, aplicando nesse período uma taxa reduzida de 10% a todos os países, com efeito imediato.

Por outro lado, Trump reforçou sua briga com a China e elevou as taxas sobre produtos chineses de 104% para 125%, também com efeito imediato, citando a “falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais”.

Em NY, as bolsas dispararam após a postagem de Trump em sua rede social. Há pouco Dow Jones subia 6,88%, seguido pelo S&P500 (+7,83%) e o Nasdaq (+9,82%). Os juros dos Treasuries seguem em alta (T-Note de 10 anos a 4,4230%; 30 anos a 4,8955%), mas bem distante das máximas do dia, quando o título de 30 anos testou a perigosa marca de 5%.

Por aqui, o Ibovespa segue a melhora externa (+3,08, aos 127.747 pontos), com nenhuma ação do índice em baixa neste momento. O dólar cai 2,06%, a R$ 5,8744. E os juros futuros mostram alta moderada, especialmente na ponta curta (DI Jan/27 a 14,855%; Jan/29 a 14,475%).

(Téo Takar)

Ibovespa recua ao nível dos 123 mil pontos, em meio à guerra comercial; NY afunda com tarifa extra sobre China

[8/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa aprofundou as perdas e recuou ao nível dos 123 mil pontos nesta terça-feira, em meio à escalada da guerra comercial entre EUA e China. O índice fechou em baixa de 1,32%, aos 123.931,89 pontos.

O desempenho da Vale, em destaque entre as maiores perdas, contribuiu para o resultado. A ação da mineradora caiu 5,48%, a R$ 49,20.

Também pesando, Petrobras ON registrou -3,20% (R$ 34,49) e Petrobras PN, -3,56% (R$ 32,00), em linha com a cotação do petróleo.

O dólar à vista testou os R$ 6, com a piora de humor no mercado após a Casa Branca confirmar que os EUA aplicarão tarifa adicional de 50% sobre os produtos chineses a partir de amanhã, e fechou em alta de 1,47%, a R$ 5,9973.

Por sua vez, Wall Street afundou com os investidores perdendo as esperanças de que haveria um adiamento na implementação das tarifas anunciadas no dia 2 por Donald Trump.

Dow Jones recuou 0,84% (37.645,59), S&P 500 perdeu 1,57% (4.982,78). Nasdaq caiu 2,15% (15.267,91). Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.