Ibovespa segue exterior e avança, com pausa nas tarifas de Trump; Nasdaq tem maior alta diária desde 2001
[9/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Após uma abertura no campo negativo, o Ibovespa ganhou força em meados da tarde, acompanhando o mercado externo, diante da pausa das tarifas recíprocas do presidente dos EUA, Donald Trump.
O índice fechou em alta de 3,12%, aos 127.795,93 pontos. O volume somou R$ 40,6 bilhões. Os chamados papéis cíclicos foram os mais beneficiados pelo bom humor da sessão, na qual nenhuma ação caiu.
As blue chips registraram forte ganho: Petrobras ON registrou +3,13%, a R$ 35,57, Petrobras PN, +4,06%, a R$ 33,30, e Vale, +5,39%, a R$ 51,85.
A moeda americana derreteu diante do real e de outras moedas emergentes, após Trump recuar em sua guerra comercial e fechou em baixa de 2,51%, a R$ 5,8473.
Em NY, os índices acionários terminaram o pregão com alta expressiva depois que o presidente americano anunciou uma pausa de 90 dias na aplicação de tarifas menos de 24 horas depois que elas entraram em vigor.
Dow Jones subiu 7,87% (40.608.45). S&P 500 avançou 9,52% (5.456,90). Nasdaq ganhou 12,16% (17.124,97), a maior alta diária desde janeiro de 2001. Os retornos dos Treasuries também avançaram.
Dólar retorna a R$ 5,86 após Trump dar mais 90 dias para países negociarem e evitarem tarifas agressivas
O dólar derreteu diante do real e de outras moedas emergentes nesta tarde, após Donald Trump recuar em sua guerra comercial e decidir postergar em 90 dias a aplicação das tarifas recíprocas mais duras, mantendo apenas a alíquota base de 10%.
Por ouro lado, o presidente americano manteve sua briga com a China e elevou as taxas sobre produtos chineses de 104% para 125%, com efeito imediato, citando a “falta de respeito que a China demonstrou aos mercados mundiais” por ter elevado as retaliações contra os produtos dos EUA para 84% hoje cedo, o que chegou a fazer o dólar disparar mais cedo.
O dólar à vista fechou em baixa de 2,51%, a R$5,8473, após oscilar entre R$ 5,8298 e R$ 6,0967. Às 17h05, o dólar futuro para maio caía 2,87%, a R$ 5,8640.
Lá fora, o índice DXY subia 0,21%, aos 103,168 pontos. O euro caía 0,23%, a US$ 1,0933. E a libra subia 0,27%, a US$ 1,2800.
(Téo Takar)
Petróleo inverte rumo e fecha em alta com pausa de 90 dias nas tarifas americanas
Os contratos futuros de petróleo inverteram o sinal e fecharam a quarta-feira em alta após o presidente americano, Donald Trump, anunciar uma pausa de 90 dias, com vigência imediata, na aplicação das tarifas recíprocas de importação para os países que não retaliaram os Estados Unidos.
Antes do anúncio, os preços da commodity caiam para os níveis mais baixos em mais de quatro anos.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para maio subiu 4,65%, fechando a US$ 62,35 o barril. O Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 4,23%, alcançando US$ 65,48 o barril.
O mercado financeiro deu uma guinada no meio da tarde, após a pausa das tarifas recíprocas, mesmo com o anúncio de majoração da sobretaxa para a China a 125%. Mais cedo, o petróleo seguia punido pela expectativa de erosão da demanda em meio ao cenário incerto para crescimento.