Petróleo fecha em queda com temores sobre guerra comercial entre EUA e China

Os contratos futuros de petróleo fecharam esta quinta-feira em queda, em meio a crescentes preocupações de que Estados Unidos e China estejam caminhando para uma guerra comercial.

Hoje, a Casa Branca esclareceu que a tarifa de 125% sobre produtos chineses, anunciada na quarta-feira, substitui a taxa anterior de 84% e se soma aos 20% vigentes antes do “Dia da Libertação”, o que eleva a carga total de tarifas sobre as importações chinesas para 145%.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para maio caiu 3,66% (US$ 2,28), fechando a US$ 60,07 o barril. O Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuou 3,28% alcançando US$ 63,33 o barril.

“A guerra comercial contínua entre as duas maiores economias do mundo provavelmente impedirá uma alta mais forte dos preços do petróleo”, afirma Scott Shelton, da TP ICAP. Segundo ele, a pausa de 90 dias na aplicação de parte das tarifas americanas “é um período longo para esperar e ver o que acontece com o restante do mundo e curto demais para que as pessoas invistam em praticamente qualquer coisa, se seus negócios estiverem correlacionados ao mercado de importação e exportação”.

“As tarifas do presidente Trump e o surpreendente aumento da produção de petróleo pela Opep+ [Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados] fizeram os preços do petróleo despencarem nas últimas duas semanas e, apesar da recuperação ontem, eles agora estão abaixo dos níveis de equilíbrio fiscal e externo para muitos produtores de petróleo do Golfo, especialmente a Arábia Saudita”, avalia James Swanston, da Capital Economics.

Incerteza sobre guerra comercial de Trump faz investidor embolsar rali de ontem

[10/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

As bolsas americanas (Dow Jones -2,90%; S&P500 -3,55%; Nasdaq -4,37%) e a brasileira (-1,22%, aos 126.233 pontos) devolvem parte do rali de ontem, em meio ao clima de incertezas sobre as tarifas de Donald Trump.

Após o recuo de ontem em relação às tarifas recíprocas, a Casa Branca esclareceu hoje que a sobretaxa aos produtos da China subirá para 145% (125% anunciados ontem por Trump mais 20% anunciados no início de março).

O clima de guerra comercial deixou para segundo plano a melhora nos números da inflação americana em março, o que abriria espaço para novos cortes de juros pelo Fed.

Os rendimentos dos Treasuries registram queda moderada (T-Note de 2 anos a 3,8495%; 10 anos a 4,3688%). Já os juros futuros mostram alta (DI Jan/27 a 14,500%; Jan/29 a 14,425%), assim como o dólar à vista (+0,97%, a R$ 5,9042), na contramão da moeda no exterior (DXY -1,91%, aos 100,939).

(Téo Takar)

Juros futuros fecham longe das máximas com guinada na guerra comercial de Trump

Os juros futuros fecharam com altas moderadas no miolo da curva e praticamente estáveis na ponta longa, após uma sessão de intensa volatilidade, em que os investidores reagiram à sobretaxa de 84% da China sobre os produtos americanos e, depois, à decisão de Donald Trump de recuar temporariamente em seu plano de tarifas recíprocas mais agressivas.

O resultado mais fraco do que o esperado nas vendas do varejo em fevereiro acabou não fazendo preço na curva. No varejo restrito, o crescimento foi de 0,5% na margem, abaixo da alta esperada de 0,8%. O ampliado caiu 0,4%, contrariando expectativa de estabilidade.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,805%, (de 14,765% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,475% (14,390%); Jan/29 a 14,350% (14,325%); Jan/31 a 14,600% (14,590%); e Jan/33 a 14,700% (14,710%).

(Téo Takar)