Juros médios e longos sobem em meio ao caos tarifário de Trump; curtos ficam estáveis na véspera do IPCA

Os juros médios e longos fecharam em alta nesta quinta-feira, acompanhando o movimento do dólar, em meio a um movimento de aversão ao risco e fuga de capitais, com investidores embolsando parte dos ganhos de ontem.

Apesar de Donald Trump ter anunciado uma pausa nas tarifas recíprocas mais agressivas por 90 dias, o mercado segue cauteloso com os desdobramentos da guerra comercial, especialmente em relação à China, cuja alíquota de 145% foi confirmada hoje, em resposta à retaliação dos chineses.

Já os curtos seguiram estáveis, com o mercado em compasso de espera pelo IPCA de março, nesta sexta-feira.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,805% (estável em relação ao fechamento anterior); Jan/27 a 14,520% (14,475%); Jan/29 a 14,470% (14,350%); Jan/31 a 14,790% (14,600%); e Jan/33 a 14,900% (14,700%).

(Téo Takar)

Ibovespa tem sessão cautelosa, após os ganhos da véspera; bolsas de NY voltam a registrar queda

[10/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Acompanhando a tendência externa, a sessão do Ibovespa desta quinta-feira foi de cautela, após os ganhos da véspera com a pausa das tarifas recíprocas de Donald Trump, diante das incertezas com a guerra comercial promovida pelo presidente americano.

O índice fechou em baixa de 1,13%, aos 126.354,75 pontos. O volume somou R$ 25,9 bilhões.

Os papéis de petrolíferas registraram as maiores perdas do pregão, afetados pela queda do petróleo. No topo da lista negativa, Prio recuou 8,13%, a R$ 32,89. Em seguida, aparecem Brava Energia (-6,82%; R$ 16,40), Petrobras ON (-6,49%; R$ 33,26), Petrorecôncavo (-6,30%; R$ 13,38) e Petrobras PN (-6,22%; R$ 31,23).

Já as ações da Vale avançaram 1,79% (R$ 52,78), em destaque entre as poucas altas, após o Bank of America (BofA) elevar a recomendação do ativo de neutra para compra.

O dólar à vista retomou a trajetória de alta diante do real, com o mercado corrigindo parte do otimismo de ontem, e fechou em alta de 0,88%, a R$ 5,8988.

Em NY, as bolsas voltam a fechar em queda, devolvendo parte dos ganhos de quarta-feira, após a confirmação de que as tarifas dos EUA sobre importações chinesas somam 145%, e não 125%, como havia sido anunciado pelo presidente americano.

Dow Jones caiu 2,50% (39.593,66). S&P 500 recuou 3,46% (5.268,05). Nasdaq teve queda de 4,31% (16.387,31). Os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.

Dólar encosta nos R$ 5,90 com fuga de capital gringo em meio à incerteza sobre efeitos de guerra comercial

O dólar retomou a trajetória de alta diante do real, com o mercado corrigindo parte do otimismo de ontem, quando o dólar caiu mais de 2% após Donald Trump decidir pausar as tarifas recíprocas por 90 dias.

O mercado doméstico sofre com a fuga de recursos estrangeiros, em meio ao temores de que a guerra comercial de Trump eleve a inflação e empurre os EUA para uma recessão, junto com a China.

Ao mesmo tempo, os investidores ponderam a possibilidade de o Fed manter os juros elevados por mais tempo, o que fortalece o dólar. A melhora na inflação americana mostrada pelo CPI de março divulgado hoje terminou sendo ignorada pelos investidores.

O dólar à vista fechou em alta de 0,88%, a R$ 5,8988, após oscilar entre R$ 5,8259 e R$ 5,9557. Às 17h05, o dólar futuro para maio subia 1,22%, a R$ 5,9140.

Lá fora, o índice DXY recuava 1,85%, aos 100,985 pontos. O euro subia 2,24%, a US$ 1,1199. E a libra ganhava 1,16%, a US$ 1,2970.

(Téo Takar)