Petróleo tem alta firme apesar de escalada na guerra comercial, mas tem perdas na semana
Apesar da escalada nas tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, após Pequim ter anunciado tarifas totais de 125% aos americanos, os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira, influenciados por um dólar mais fraco e um maior apetite pelo risco no pregão.
No fechamento, os contratos futuros do petróleo WTI – referência americana – para maio fecharam em alta de 2,38%, a US$ 61,50 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Já o petróleo tipo Brent – referência mundial – para junho subiu 2,26%, a US$ 64,76 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
Novas sanções dos Estados Unidos contra as exportações de petróleo iraniano, antes das negociações com Teerã sobre seu programa nuclear, também auxiliam na retomada dos preços.
Na semana, o Brent perdeu 1,73% e o WTI caiu 1,23%.
Wall Street engata recuperação e Ibovespa acompanha, de olho em tom mais ‘light’ de Trump
[11/4/2025] Da redação do Bom Dia Mercado
Depois do susto com a nova retaliação da China contra os produtos americanos, Wall Street mostra nova tentativa de recuperação nesta tarde, em meio a declarações de Trump, de que segue aberto a negociar com a China e que espera que acordos com outros países sejam fechados antes dos 90 dias de prazo de pausa concedido por ele para as tarifas recíprocas mais agressivas.
O presidente americano também garantiu aos principais CEOs do país que uma mudança política em relação às tarifas está em andamento. E a presidente do Fed de Boston, Suzan Collins, declarou que o Fed está pronto para apoiar a estabilização dos mercados.
Há pouco, em NY, as bolsas mantinham ganhos (Dow Jones +1,26%; S&P500 +1,36%; Nasdaq +1,45%).
Por aqui, o Ibovespa segue a melhora externa (+1,28%, aos 127.981 pontos), embalado por Petrobras PN (+2,2%).
O dólar à vista recua (-0,32%, a R$ 5,8801), na esteira da queda do dólar no exterior (DXY -0,66%, aos 100,203 pontos).
Na mesma linha, os juros recuam especialmente na ponta longa (DI Jan/27 a 14,390%; Jan/29 a 14,295%; Jan/31 a 14,570%).
(Téo Takar)
Ouro fecha em alta e renova recordes em meio à busca por proteção
Os contratos futuros de ouro renovaram suas máximas históricas no fechamento do pregão desta sexta-feira, acima do patamar de US$ 3.200 por onça-troy, em meio à busca de ativos seguros pelos agentes financeiros com a escalada das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, após Pequim anunciar que as tarifas sobre produtos importados americanos serão chegarão a 125%.
No fechamento, os contratos futuros de ouro para junho registraram alta de 2,11%, a US$ 3.244,6, por onça-troy na Comex, a divisão de metais New York Mercantile Exchange (Nymex).
“A demanda persistente por ativos de refúgio em meio a mercados acionários globais ainda instáveis e um mercado de títulos do Tesouro americano potencialmente instável continuam a impulsionar a alta dos preços dos dois metais preciosos”, disse Jim Wyckoff, analista da Kitco.
Na semana, a alta do ouro foi de 6,3%.