Juros futuros recuam com ajuda do câmbio e IPCA em linha
Os juros futuros fecharam em baixa nesta sexta-feira, queimando prêmios especialmente na ponta longa da curva, acompanhando o recuo do dólar, diante dos desdobramentos da guerra comercial de Trump, com uma nova retaliação por parte da China, o que elevou as preocupações com uma recessão global.
A ponta curta registrou queda moderada, após o IPCA de março (+0,56%) ficar em linha com o esperado (+0,54%) e mostrar desaceleração em relação a fevereiro (+1,31%).
Já o IBC-Br mostrou desaceleração moderada da economia, ao apontar crescimento de 0,40% em fevereiro, o dobro do estimado pelos economistas, após marcar alta de 0,92% (revisado) em janeiro.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 fechou na mínima de 14,725% (de 14,805% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,310% (14,520%); Jan/29 a 14,225% (14,470%); Jan/31 a 14,500% (14,790%); e Jan/33 a 14,590% (14,900%).
(Téo Takar)
Ibovespa segue exterior e sobe, com apoio de Vale e Petrobras; NY se recupera e termina semana com forte alta
[11/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa acompanhou a melhora externa nesta sexta-feira e terminou a sessão em alta, apoiado no desempenho de Vale e Petrobras, em linha com a valorização de suas respectivas commodities.
O índice teve ganho de 1,05%, aos 127.682,40 pontos. O volume somou R$ 22,4 bilhões. Na semana, a alta acumulada foi de 0,34%.
Vale registrou +1,67% (R$ 53,66), Petrobras ON, +1,98% (R$ 33,92) e Petrobras PN, +1,99% (R$ 31,85).
O dólar à vista fechou em baixa de 0,47%, a R$ 5,8708, seguindo a fraqueza da moeda americana frente aos pares e a outras divisas emergentes.
Por sua vez, Wall Street encerrou o pregão em alta, depois de dias de volatilidade e queda em meio a um movimento de liquidação de Treasuries e venda de dólar com os investidores evitando os ativos americanos diante da expectativa em torno da volta de inflação e de uma possível recessão provocada pela aplicação das tarifas comerciais por Donald Trump.
Um dos suportes ao mercado foi a afirmação do presidente americano de que uma mudança na política de tarifas está a caminho, segundo a Fox News.
Dow Jones subiu 1,56% (40.212,71). S&P 500 avançou 1,81% (5.363,23). Nasdaq ganhou 2,06% (16.724,46). Na semana, os índices acumularam ganhos de, respectivamente, 4,95%, 5,7% e 7,29%, maior alta semanal desde 2023. Os retornos dos Treasuries também avançaram.
Dólar se enfraquece globalmente com temor de recessão
O dólar à vista fechou em baixa diante do real nesta sexta-feira, acompanhando a fraqueza da moeda americana frente aos pares e a outras divisas emergentes, após a China dar novamente o troco nas tarifas dos EUA, anunciando uma taxa de retaliação de 125% sobre os produtos americanos.
A medida acirra a guerra comercial entre duas economias e eleva o risco de uma recessão global.
Por aqui, porém, a recuperação do real foi mais contida do que em outros mercados, em meio ao ruído político em Brasília sobre os projetos da Anistia e da reforma do imposto de renda, além de um suposto projeto para aumentar a isenção nas contas de energia para família pobres, o que foi negado pela Fazenda.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,47%, a R$ 5,8708, após oscilar entre 5,8180 e R$ 5,9196. Na semana, moeda subiu 0,61%. Às 17h21, o dólar futuro para maio caía 0,26%, a R$ 5,8835.
Lá fora, o índice DXY caía 0,99%, aos 99,871 pontos. O euro subia 1,36%, a US$ 1,1348. E a libra avançava 0,80%, para US$ 1,3074.
(Téo Takar)