Bolsas sobem, dólar e juros recuam diante de novo passo atrás de Trump nas tarifas contra a China

[14/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

As bolsas em NY mostram recuperação nesta segunda-feira (Dow Jones + 0,71%; S&P500 +0,72%; Nasdaq +0,55%), embalados pelas ações de techs (Dell +4,1%; Apple +3,3%) e das montadoras (Ford +4%; GM +3,6%), após Donald Trump anunciar isenções temporárias para celulares, computadores e autopeças importadas da China.

O clima externo positivo ajuda o Ibovespa (+1,23%, aos 129.252 pontos) e mantém o dólar em leve baixa (-0,15%, a R$ 5,8622).

O alívio também chega aos juros futuros, que recuam principalmente no miolo e na ponta longa da curva (DI Jan/27 a 14,190%; Jan/29 a 14,065%; Jan/31 a 14,340%).

(Téo Takar)

Ouro testa nova máxima, mas devolve ganhos em meio a alívio nas tarifas para celulares e computadores da China

O ouro fechou em baixa nesta segunda-feira, depois de renovar sua máxima histórica logo após a abertura, com a melhora do apetite por risco dos investidores, após a Casa Branca decidir isentar temporariamente os smartphones e computadores das tarifas elevadas sobre produtos chineses.

Depois de fazer máxima em US$ 3.245,42, o contrato do metal precioso para junho caiu 0,56%, para US$ 3.226,30 por onça-troy na Comex.

Em meio a críticas até de aliados, Trump dá passo atrás em sua guerra comercial

Depois de ver as bolsas em queda livre por cinco pregões seguidos e os investidores colocarem em dúvida a segurança, até então inabalável, dos Treasuries, Donald Trump não conseguiu mais falar que “não liga para os mercados”.

A crise se abateu até dentro do seu gabinete, com Elon Musk chamando de “um completo idiota” o conselheiro econômico da Casa Branca, Peter Navarro, responsável pela ideia do plano de tarifas sobre os parceiros comerciais dos EUA.

Empresários e outros aliados de Trump também não economizaram críticas. Encurralado nas cordas, à beira de um nocaute, o presidente americano teve que dar um passo atrás em sua guerra comercial.

Só não baixou a guarda ainda diante de Xi Jinping. Isso porque ele é seu “amigo”. Imagina se não fosse.

Bom fim de semana! (Téo Takar)