Juros futuros recuam, apoiados nos Treasuries e no dólar, em nova mudança de rota de Trump
Diante de uma agenda doméstica vazia, os juros futuros acompanharam o alívio no dólar e o movimento de queda dos rendimentos dos Treasuries nesta segunda-feira, após novo recuo de Donald Trump em sua guerra tarifária com a China, retirando celulares, computadores e autopeças da lista de produtos chineses sujeitos a tarifas recíprocas.
No contexto doméstico, o mercado aguarda a entrega do projeto do Orçamento de 2026 ao Congresso nesta terça-feira.
O boletim Focus de hoje não trouxe mudanças nas projeções de inflação ou para Selic. A expectativa de crescimento do PIB melhorou ligeiramente, de 1,97% para 1,98% em 2025, e de 1,60% para 1,61% em 2026.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,695% (de 14,725% na sessão anterior); Jan/27 a 14,165% (14,310%); Jan/29 a 14,025% (14,225%); Jan/31 a 14,310% (14,500%); e Jan/33 a 14,410% (de 14,590%).
(Téo Takar)
Dólar recua após EUA cederem em parte das tarifas sobre produtos da China
O dólar voltou a cair diante do real nesta segunda-feira, acompanhando a tendência de enfraquecimento da moeda no exterior frente às divisas emergentes, após o governo de Donald Trump recuar novamente em sua guerra de tarifas e decidir retirar temporariamente as taxas sobre importações de celulares, computadores e autopeças da China.
No cenário doméstico, os investidores monitoram a pressão da oposição para colocar em votação de urgência na Câmara o projeto da Anistia.
Também há expectativa pelo projeto do Orçamento de 2026, que deve ser entregue amanhã pela Fazenda ao Congresso.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,33%, a R$ 5,8512, após oscilar entre R$ 5,8286 e R$ 5,8748. Às 17h19, o dólar futuro para maio caía 0,27%, a R$ 5,8665.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,42%, para 99,697 pontos. O euro caía 0,09%, a US$ 1,1350. E a libra subia 0,73%, a US$ 1,3185.
(Téo Takar)
Petróleo fica de lado, dividido entre alívio nas tarifas de Trump e projeção de menor demanda pela Opep
O petróleo fechou perto da estabilidade nesta segunda-feira, depois de avançar com a notícia do alívio das tarifas dos EUA sobre celulares, computadores e autopeças.
Porém, a Opep revisou para baixo, de 1,45 milhão para 1,3 milhão pbd sua projeção de demanda global da commodity neste ano, e de 1,43 milhão para 1,28 milhão bpd em 2026 devido ao impacto da guerra comercial entre EUA e China.
O Brent para junho subiu apenas 0,18%, a US$ 64,88 por barril, na ICE. E o WTI para maio fechou quase estável (+0,05%), a US$ 61,53 por barril, na Nymex.