Petróleo tem queda com mercado de olho em menor demanda
Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda, à medida que as tarifas do presidente americano, Donald Trump, que podem afetar a demanda global pela commodity, seguem no centro das atenções do mercado.
Nesta terça-feira, a Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu sua projeção para a demanda global por petróleo em 2025, citando o peso das tensões comerciais sobre o crescimento econômico. Agora, segundo a AIE, a demanda global por petróleo deve crescer 726 mil barris por dia (bpd), ante projeção anterior de 1,03 milhão.
No fechamento, o petróleo tipo Brent (referência mundial) com vencimento em junho teve queda de 0,32%, cotado a US$ 64,67 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Já o WTI (referência americana) com entrega prevista para maio recuou 0,33%, a US$ 61,33 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Amanhã, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga os dados semanais de estoques de petróleo nos Estados Unidos e os analistas consultados pelo The Wall Street Journal esperam mais uma alta, de 800 mil barris.
Ouro sobe com demanda de bancos centrais e incertezas tarifárias
Os contratos futuros de ouro exibem um leve movimento de alta nesta terça-feira, próximo ao valor recorde de US$ 3.244,6 no fechamento de sexta-feira. O movimento é puxado pelos relatos de uma maior demanda pelo metal por bancos centrais e um contexto ainda incerto no que diz respeito à política comercial dos Estados Unidos.
No fechamento, os contratos futuros de ouro para junho subiram 0,44%, a US$ 3.240,4 por onça-troy, na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
A alta também está sendo apoiada por investimentos através de participações em ETFs e por relatos de que o banco central da República Tcheca está aumentando ainda mais suas reservas de ouro, juntamente com as maiores cotas de importação de ouro pelo Banco Popular da China para bancos comerciais.
O anúncio de Donald Trump de que aparelhos eletrônicos seriam excluídos das tarifas recíprocas deram um certo alívio aos mercados e gerou maior apetite pelo risco, mas a retificação de que eles seriam taxados em tarifas específicas no decorrer dos próximos meses contribuiu para um aumento nas incertezas entre os agentes financeiros.
Ibovespa avança e recupera os 129 mil pontos; NY sobe com techs e montadoras após novo recuo de Trump
[14/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, seguindo a tendência externa, diante do alívio dos mercados com o anúncio de Donald Trump de isenções temporárias para celulares, computadores e autopeças importadas da China, e recuperou o nível dos 129 mil pontos.
O índice ganhou 1,39%, aos 129.453,91 pontos. O desempenho das ações da Vale e dos principais bancos contribuiu para o resultado. O papel da mineradora subiu 1,30%, a R$ 54,36, em linha com o minério de ferro.
Por outro lado, os ativos da Petrobras perderam força e fecharam mistos. Petrobras ON teve leve alta de 0,21%, a R$ 33,99, e Petrobras PN caiu 0,38%, a R$ 31,73.
O dólar à vista voltou a cair diante do real, acompanhando o enfraquecimento da moeda no exterior frente às divisas emergentes, e fechou em baixa de 0,33%, a R$ 5,8512.
Em NY, as bolsas subiram, apoiadas pelas ações de tecnologia e do setor automotivo, que reagiram à decisão do governo americano. Dow Jones subiu 0,78% (40.524,79). S&P 500 ganhou 0,79% (5.405,97). Nasdaq teve alta de 0,64% (16.831,48).
Os rendimentos dos Treasuries recuaram, acentuando o ritmo de queda à tarde, após comentários de Christopher Waller (Fed), que cogitou a possibilidade de um ciclo de corte de juros mais intenso, caso Trump adote uma política tarifária mais agressiva.