Juros futuros sobem com cautela sobre Orçamento e tarifas de Trump
Os juros futuros corrigiram parte da queda recente nesta terça-feira, em meio à preocupação dos investidores com possíveis novos desdobramentos da guerra comercial de Donald Trump, que ameaçou tarifar chips e medicamentos.
O mercado também ficou em compasso de espera pelos detalhes do projeto do Orçamento de 2026, enviado pelo governo ao Congresso no fim da tarde de hoje.
Na agenda de dados do dia, o IGP-10 caiu 0,22% em abril, após subir 0,04% em março. Com esse resultado, o índice acumula alta de 1,22% no ano e 8,71% nos últimos 12 meses.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,725% (de 14,695% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,225% (14,165%); Jan/29 a 14,110% (14,025%); Jan/31 a 14,380% (14,310%); e Jan/33 a 14,460% (14,410%).
(Téo Takar)
Ibovespa registra leve queda, mantendo nível dos 129 mil pontos; NY tem ligeira baixa com incertezas sobre tarifas
[15/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Após uma sessão volátil, em meio à cautela dos investidores quanto aos desdobramentos da guerra tarifária de Donald Trump, tanto aqui quanto lá fora, o Ibovespa fechou em leve baixa de 0,16%, sustentando o nível dos 129 mil pontos (129.245,39).
A queda consistente de Vale e Petrobras ajudou no resultado. O papel da mineradora registrou -1,01% (R$ 53,81), Petrobras ON, -1,85% (R$ 33,36) e Petrobras PN, -2,30% (R$ 31,00).
As ações da Embraer se destacaram no campo positivo, ganhando 3,06%, a R$ 64,65, beneficiadas pela decisão do governo chinês de que as companhias aéreas do país suspendam a compra de aeronaves e peças da fabricante norte-americana Boeing.
O dólar à vista subiu diante do real, acompanhando novamente o movimento visto no exterior frente a divisas emergentes, e fechou em alta de 0,66%, a R$ 5,8900.
Já Wall Street fechou com ligeira queda, diante das incertezas tarifárias pesando na maioria dos setores. Dow Jones caiu 0,39% (40.368,66). S&P 500 recuou 0,18% (5.396,58). Nasdaq perdeu 0,05% (16.823,16). Os retornos dos Treasuries também cederam.
Dólar sobe com incertezas sobre tarifa de Trump e expectativa sobre Orçamento de 2026
O dólar subiu diante do real, acompanhando novamente o movimento visto no exterior frente a divisas emergentes, com o mercado monitorando os próximos passos de Donald Trump em sua guerra de tarifas.
Depois de anunciar isenção temporária de tarifas sobre celulares, computadores e autopeças da China, Trump sinalizou que pretende taxar as cadeias de semicondutores e farmacêuticos.
No ambiente doméstico, o foco dos investidores estava na entrega ao Congresso do projeto de Orçamento para 2026, que deve trazer meta de superávit primário de 0,25%.
O dólar à vista fechou em alta de 0,66%, a R$ 5,8900, após oscilar entre R$ 5,8340 e R$ 5,9041. Às 17h11, o dólar futuro para maio subia 0,44%, a R$ 5,9000.
Lá fora, o índice DXY avançava 0,53%, aos 100.166 pontos. O euro caía 0,64%, a US$ 1,1281. E a libra subia 0,30%, a US$ 1,3229.
(Téo Takar)