Petróleo tem alta firme em meio dólar fraco e avanço nas negociações

Os contratos futuros do petróleo encerraram em alta nesta quinta-feira, impulsionados por uma combinação da fraqueza do dólar, do otimismo em torno das negociações comerciais e dos planos atualizados da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para junho subiu 3,53% a US$ 64,01 o barril. O Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 3,20% a US$ 67,96 o barril.

A China afirmou nesta quinta que continua aberta ao diálogo com base no “respeito mútuo”. Em resposta, o presidente Donald Trump disse acreditar que fará “um bom acordo” com Pequim. Ele acrescentou ainda que as conversas estão indo bem com todos os países e mencionou que o Irã também estaria disposto a conversar.

Além disso, o Wall Street Journal revelou que o Departamento de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês) pretende cortar até US$ 10 bilhões em investimentos em energia limpa do Departamento de Energia.

Do lado da demanda, o JP Morgan destacou que a guerra tarifária tem afetado o turismo, o que, por sua vez, estaria impactando o consumo de petróleo nos EUA, com queda de 3% nas últimas três semanas.

Bolsas seguem voláteis em NY, de olho em Trump, enquanto Ibovespa avança em dia de exercício de opções

[17/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

As bolsas permanecem voláteis em Wall Street (Dow Jones -0,80%; S&P500 +0,70%; Nasdaq +0,24%), em meio ao noticiário sobre a guerra comercial de Donald Trump.

O presidente americano afirmou mais cedo que houve progresso nas negociações com o Japão e o México, mas voltou a criticar duramente Jerome Powell. O secretário do Tesouro, Scott Besssent, tentou colocar panos quentes na fala do chefe, lembrando que remover Powell da presidência do Fed poderia levar à instabilidade no mercado.

Por aqui, o Ibovespa mantém alta firme (+1,18%, aos 129.830 pontos), em dia de exercício de opções sobre ações, com ajuda de Petrobras ON (+3,22%) e PN (+2,41%) e de Vale ON (+1,20%).

Os juros futuros oscilam perto da estabilidade (DI Jan/27 a 14,230%; Jan/29 a 14,070%), descolado da alta dos Treasuries, após o resultado no leilão de prefixados do Tesouro, que registrou boa demanda.

Já o dólar segue em baixa diante do real (-0,95%, a R$ 5,8094), em linha com o comportamento de outras divisas emergentes.

(Téo Takar)

Ibovespa cai, acompanhando aversão ao risco externa; Wall Street tem queda expressiva com Powell

[16/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa acompanhou a cautela externa nesta quarta-feira, diante de novos desdobramentos da guerra tarifária, como o veto de Donald Trump, à exportação de chips de IA da Nvidia para a China.

O índice fechou em baixa de 0,72%, aos 128.316,89 pontos. O volume somou R$ 25,1 bilhões. Contribuiu para o resultado a forte queda da Vale, após a mineradora apresentar o seu relatório de produção e vendas, que, em linha com o esperado, mostrou fraqueza no 1TRI. A ação cedeu 2,32%, a R$ 52,56, figurando entre as maiores perdas da sessão.

Petrobras também não demonstrou força, na contramão do petróleo. Petrobras ON cedeu 0,87%, a R$ 33,07, e Petrobras PN ficou estável, a R$ 31,00.

O dólar à vista voltou a cair diante do real, acompanhando a tendência de enfraquecimento da divisa americana no exterior, principalmente perante às moedas emergentes, e fechou em baixa de 0,42%, a R$ 5,8650.

Em NY, as bolsas encerraram o pregão com queda expressiva em meio a um movimento de aversão ao risco por parte dos investidores alimentado pelas incertezas criadas pela política comercial do presidente americano.

Essas incertezas foram destacadas em comentários feitos hoje por Jerome Powell, que fez com que a queda se acelerasse no meio da tarde. O presidente do Fed disse que os efeitos das tarifas provavelmente vão afastar o BC americano de suas metas.

Dow Jones caiu 1,73% (39.669,39). S&P 500 recuou 2,24% (5.275,74). Nasdaq perdeu 3,07% (16.307,16). Os retornos do Treasuries também cederam.