Ouro cai com redução de fluxo por ativos de segurança depois de comentários de Bessent
Os contratos futuros de ouro fecharam em queda nesta terça-feira depois de registrarem um novo recorde pela manhã, de US$ 3,5 mil por onça-troy.
No fechamento, os contratos futuros de ouro com vencimento em junho caíram 0,17%, a US$ 3.419,40 por onça-troy, na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
Pressão veio por uma redução de busca por segurança, depois que o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse que o impasse tarifário com a China é insustentável e que ele espera que a situação melhore.
(BDM Online, com agências)
Bolsas de NY moderam alta depois de avançarem com comentários de Bessent
[22/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas de Nova York têm alta nesta terça-feira, se recuperando em parte da forte queda registrada ontem com a tensão provocada por Donald Trump, ameaçando a independência do Fed.
Com Trump calado hoje, os investidores se voltaram para declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que disse que a situação entre EUA e China deve melhorar no curto prazo.
Suporte veio de notícias de que EUA irão fechar acordos comerciais com Índia e Japão, embora detalhes não foram discutidos. Porém, depois de subir mais de 2% logo após dos comentários de Bessent, a alta se moderou.
Todos os setores do S&P 500 sobem hoje, com destaque para o consumo discricionário (+2,5%) e o financeiro (+2,2%). Por volta das 15h, o Dow Jones subia 1,67%, S&P 500 avançava 1,51% e Nasdaq ganhava 1,78%.
No mercado doméstico, o Ibovespa sobe 0,42% a 130.189,47 pontos, seguindo Nova York e com ajuda das commodities.
Alta do petróleo e do minério sustentam as ações da Petrobras (+2,58%) e da Vale (+2,85%). O dólar recua 1,15% a R$ 5,7374.
(Eduardo Magossi)
Enquanto guerra comercial segue em banho-maria, Powell vira novo bode expiatório de Trump
A semana mais curta termina sem que Donald Trump avance em acordos concretos com outros países para dar fim à sua guerra comercial.
O presidente americano jogou a bola das negociações para a China, que por sua vez pediu respeito dos americanos, depois que o vice-presidente JD Vance chamou os chineses de camponeses.
Trump disse que já teria negociado com mais de 15 países, mas não revelou quais seriam. Ao mesmo tempo em que disse que “todos os países” estão na sua “lista de prioridades” para negociações comerciais, ele também afirmou que não está com pressa para finalizar os acordos.
Enquanto sua guerra comercial segue em banho maria pelos próximos 3 meses, Trump já arranjou um novo bode expiatório: Jerome Powell.
Hoje, ele não poupou críticas ao presidente do Fed e pediu sua demissão algumas vezes, embora Powell tenha mandato fixo, a ser cumprido até o ano que vem.
Bom fim de semana! (Téo Takar)