Ibovespa sobe e retoma os 130 mil pontos; NY tem dia positivo após Bessent sinalizar acordo com China

[22/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Na volta do feriado, o Ibovespa acompanhou a tendência positiva externa e fechou com alta moderada, recuperando o patamar dos 130 mil pontos, porém, em um dia de baixa liquidez. O índice ganhou 0,63%, aos 130.464,38 pontos. O volume financeiro somou apenas R$ 18,3 bilhões.

O movimento foi apoiado no desempenho das ações da Vale, em linha com a valorização do minério de ferro. O papel da mineradora avançou 1,78%, a R$ 53,82.

Já os ativos da Petrobras, que iniciaram o pregão em queda e depois viraram o sinal, perderam força e terminaram mistos. Petrobras ON registrou -0,54% (R$ 32,99) e Petrobras PN, +0,23% (R$ 30,92).

O dólar à vista registrou queda consistente, tendo como gatilho para o alívio o salto de quase 2% do petróleo, que favorece as moedas de países produtores da commodity, como é o caso do Brasil.

A moeda americana fechou em baixa de 1,32%, cotada a R$ 5,7278.

Em NY, as bolsas tiveram alta em um movimento de correção após a forte queda de ontem, depois que o presidente Donald Trump reiterou sua determinação em retirar o presidente do Fed, Jerome Powell, do cargo, pressionando para que ele corte os juros.

Com Trump permanecendo calado nesta terça-feira, os investidores se focaram nas declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, de que um acordo com a China pode estar próximo.

Dow Jones subiu 2,66% (39.186,98). S&P 500 avançou 2,51% (5.287,75). Nasdaq ganhou 2,71% (16.300,42). Já os retornos dos Treasuries ficara sem direção única.

Dólar fura R$ 5,75 com força das commodities e alívio em NY

O dólar à vista registrou queda consistente no pregão de volta do feriadão, tendo como gatilho para o alívio o salto de quase 2% do petróleo, que favorece as moedas de países produtores da commodity, como é o caso do Brasil.

Além disso, o silêncio de Trump, que desta vez não cortou o barato dos mercados, também ajudou a melhorar o clima nos negócios globais.

O ambiente ainda ficou mais leve com os comentários da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em coletiva de imprensa, sobre progressos nos acordos comerciais com a China: “a bola está indo na direção certa”.

Além disso, em evento fechado do JPMorgan, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, classificou a guerra comercial de “insustentável” e antecipou uma redução nas tensões entre Washington e Pequim.

No fechamento dos negócios, o dólar à vista registrava baixa de 1,32%, cotado a R$ 5,7278, após oscilar entre a mínima de R$ 5,7184 e a máxima de R$ 5,8021.

(Mariana Ciscato)

Petróleo sobe com novas sanções contra Irã

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira impulsionados pela divulgação de novas sanções dos EUA contra as exportações de petróleo iraniano.

Também deram suporte aos preços os comentários do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, de que a tensão comercial entre EUA e China estão em um ponto insustentável e que devem se reduzir em breve.

Os futuros do petróleo Brent – referência mundial – para junho subiram 1,78% para US$ 67,44 por barril, enquanto o WTI – referência americana – para junho subiu 1,95% a US$ 64,31 por barril.

Economistas do Goldman Sachs acreditam que os preços do petróleo devem ficar abaixo de US$ 60 por barril até o fim do ano.

(BDM online, com agências)