Bolsas sobem e juros caem com volta do apetite por risco após recuo de Trump sobre Fed e China
[23/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas seguem em alta firme aqui (Ibovespa sobe 1,61%, aos 132.563 pontos) e em NY (Dow Jones +1,44%; S&P500 +2,12%; Nasdaq +3,20%), embaladas pela volta do apetite por risco, após o recuo de Donald Trump de sua intenção de demitir o presidente do Fed, Jerome Powell, e pela expectativa de um possível acordo comercial dos EUA com a China.
Fontes do WSJ apuraram que Trump poderá reduzir consideravelmente a atual tarifa de 145% sobre as importações chinesas para aliviar as tensões com Pequim e abrir caminho para as negociações.
O Secretário do Tesouro, Scott Bessent, admitiu a necessidade de os dois lados recuarem para que as conversas sejam iniciadas. “As tarifas atuais são insustentáveis.”
O dólar se recupera frente aos pares no exterior (DXY +0,94%, aos 99,834 pontos), mas segue em baixa diante do real (-0,38%, a R$ 5,7065).
O maior apetite por risco também colabora para alívio nos juros futuros em toda a curva (DI Jan/27 a 13,975%); Jan/29 a 13,830%).
(Téo Takar)
Ouro fecha em queda com redução de busca por ativos de segurança
Os contratos futuros de ouro fecharam em queda nesta quarta-feira com o arrefecimento dos fluxos de capital para ativos de segurança, depois que Donald Trump disse ontem que não pretende demitir o presidente do Fed, Jerome Powell, e as tensões das tarifas com a China parecem caminhar para uma negociação.
No fechamento, os contratos futuros de ouro com vencimento para junho caíram 3,64%, a US$ 3.294,1 por onça-troy, na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
Os economistas do JP Morgan estimam, contudo, que o metal precioso poderá chegar a US$ 4.000,0 por onça-troy no segundo trimestre de 2026. Para o final deste ano, a projeção é de US$ 3,675.00.
(BDM Online, com agências)
Juros futuros curtos têm viés de queda e longos sobem
Os contratos futuros dos juros curtos conseguiram devolver algum prêmio de risco no retorno do feriado prolongado da Páscoa, diante dos sinais de progressos nas negociações tarifárias entre os EUA e a China. Mas fecharam perto dos ajustes, ainda em estado de alerta com os recentes ataques disparados por Trump contra a independência e credibilidade do Fed.
Já na ponta longa do DI, as taxas subiram, puxadas pela expectativa com o leilão extraordinário de NTN-Bs de longo prazo que o Tesouro fará amanhã.
Outro driver de pressão veio do tom conservador assumido por Galípolo em audiência pública na CAE do Senado, onde ele apontou desancoragem em todos os vértices das metas de inflação, reforçando a convicção de que o Copom subirá o juro em meio ponto em maio e poderá esticar o ciclo de aperto monetário para além deste prazo.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 caiu para 14,720% (de 14,745% antes dos feriados); e Jan/27 recuou a 14,185% (de 14,210%). Já o Jan/29 subiu para 14,080% (de 14,030%); e Jan/31 avançou a 14,390% (de 14,280%).
(Mariana Ciscato)