Ibovespa avança, novamente com apoio da Vale; NY modera alta após negativa para redução de tarifas da China
[23/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa acompanhou a tendência positiva de NY e fechou em alta de 1,34%, aos 132.216,07 pontos, com volume de R$ 24,2 bilhões.
Novamente o movimento foi beneficiado pelo desempenho das ações da Vale, que subiram 1,19% (R$ 54,46), em linha com o minério de ferro e na véspera da divulgação dos resultados trimestrais da mineradora.
Por outro lado, os papéis da Petrobras não mantiveram força e cederam, em meio à queda do petróleo. Petrobras ON registrou -0,73% (R$ 32,75) e Petrobras PN, -1,13% (R$ 30,57).
O dólar à vista caiu levemente diante do real, mas se recuperou diante dos pares no exterior nesta 4ªF, e fechou em baixa de 0,16%, a R$ 5,7190.
Em NY, as bolsas registraram alta, impulsionadas pela declaração do presidente Donald Trump de que não pretende demitir o dirigente do Fed, Jerome Powell, feita ontem, e com notícia publicada hoje pelo WSJ de que Trump iria reduzir as elevadas tarifas impostas sobre a China de forma unilateral.
Porém, parte dos ganhos registrados durante o dia foram apagados depois de o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, jogar um balde de água nos investidores ao afirmar que a Casa Branca não vai oferecer uma redução unilateral das tarifas para a China. A informação foi mais tarde confirmada pela porta-voz da Casa Branca.
Dow Jones subiu 1,07% (39.606,62). S&P 500 avançou 1,66% (5.375,83). Nasdaq ganhou 2,50% (16.708,05). Já, os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
Dólar cai diante do real com apetite por risco, mas se recupera no exterior, após Trump desistir de demitir Powell
O dólar caiu levemente diante do real, mas se recuperou diante dos pares no exterior nesta quarta-feira, diante da mudança de discurso de Donald Trump, que recuou de sua intenção de demitir o presidente do Fed, Jerome Powell.
Os investidores também operaram com maior apetite por risco, otimistas com a expectativa de um possível acordo comercial dos EUA com a China.
Na agenda do dia, o Livro Bege mostrou que a atividade econômica dos EUA sofreu pouca alteração entre março e abril, mas a incerteza em torno da política comercial de Trump gerou apreensão e tentativa de antecipação de importações em todos os distritos.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,16%, a R$ 5,7190, após oscilar entre R$ 5,6595 e R$ 5,7285. Às 17h12, o dólar futuro para maio caía 0,12%, a R$ 5,7205.
Lá fora, o índice DXY subia 0,94%, para 99,849 pontos. O euro caía 0,45%, a US$ 1,1323. E a libra perdia 0,28%, a US$ 1,3264.
(Téo Takar)
Petróleo cai com potencial aumento de produção da Opep+
Os futuros de petróleo fecharam em queda expressiva nesta quarta-feira com informações de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) está analisando aumentar sua produção a partir de junho.
Os preços chegaram a cair 3% mas apagaram parte das perdas depois de notícia de que o presidente Donald Trump poderá cortar s tarifas das importações chinesas.
Também deu suporte o fato dos estoques de petróleo dos EUA terem subido menos que o esperado: 244 mil barris na semana passada ante expectativa de 600 mil barris.
No fechamento, o petróleo Brent – referência mundial – para junho caiu 1,95% a US$ 66,12 por barril enquanto o WTI – referência americana – também par junho recuou 2,20% a US$ 62,27.
(BDM Online, com agências)