Apetite por risco ajuda bolsas, mesmo sem sinal concreto de negociação entre China e EUA
[24/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
Wall Street mantém o apetite por risco (Dow Jones +0,95%; S&P500 +1,64%; Nasdaq +2,17%) pelo segundo dia seguido, apesar da ausência de fatos concretos sobre uma eventual negociação entre EUA e China para buscar um acordo em relação às tarifas.
Trump disse que autoridades dos EUA se encontraram com representantes da China na manhã de hoje, mas o porta-voz do Ministério do Exterior da China negou qualquer conversa entre os dois países.
A relativa calmaria no exterior ajuda o Ibovespa (+1,82%, aos 134.623 pontos), que avança com ajuda de Vale ON (+1,91%) em dia de balanço, e das ações mais sensíveis à queda dos juros (Magalu ON +9,12%; Cogna ON +7,11%).
Os DIs, por sua vez, reagem a mais uma fala “dovish” de diretor do BC. Depois de Milton David ontem, hoje foi a vez de Diogo Guillen derrubar as taxas (DI Jan/27 a 13,770%; Jan/29 a 13,550%), ao afirmar que “há uma percepção de que a política monetária está funcionando”, dando a entender que o fim do atual ciclo de aperto está próximo.
O dólar à vista também recua (-0,64%, a R$ 5,6822), em linha com outras divisas emergentes lá fora.
(Téo Takar)
Ouro volta a subir depois de dois dias de perdas
Os contratos futuros de ouro fecharam em alta hoje depois de dois dias consecutivos de perdas. No fechamento, os contratos futuros de ouro sobem 1,65%, a US$ 3.348,6 por onça-troy, na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).
As incertezas no mercado com relação à guerra comercial entre os EUA e a China impulsionam a busca por ativos seguros, após Pequim negar que negociações comerciais estejam em andamento.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também lançou dúvidas sobre um acordo comercial iminente.
(BDM Online, com agências)
Juros futuros devolvem prêmios com recuo de Trump e fala de David
Os juros futuros caíram nesta quarta-feira, acompanhando o alívio no câmbio e o maior apetite dos investidores por risco com a melhora do cenário externo, após Donald Trump recuar de seu plano de demitir o presidente do Fed, Jerome Powell.
Por aqui, declarações do diretor do BC Nilton David, de que a fase de maior aperto da política monetária já passou, também colaborou para a queda das taxas. Segundo ele, apesar da política já estar contracionista no fim do ano passado, o Copom decidiu seguir com a alta dos juros devido ao cenário de maior incerteza.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,665% (de 14,720% no fechamento anterior); Jan/27 a 14,015% (14,190%); Jan/29 a 13,855% (14,030%); Jan/31 a 14,190% (14,330%); e Jan/33 a 14,310% (14,440%).
(Téo Takar)