Juros futuros voltam a cair com melhora externa e fala “dovish” de diretor do BC
Os juros futuros voltaram a queimar prêmios nesta quinta-feira, em meio à continuidade da melhora do clima no exterior, com investidores mais dispostos ao risco, e a novas declarações “dovish” de diretores do BC.
Lá fora, Donald Trump sinalizou maior proximidade com a China para negociar tarifas e o diretor do Fed Christopher Waller disse que irá votar para um corte nos juros nos EUA, caso haja piora significativa do mercado de trabalho americano.
Aqui, Diogo Guillen afirmou que “há uma percepção de que a política monetária está funcionando”, sugerindo que o ciclo de aperto do Copom está perto do fim. Já Paulo Picchetti foi mais cauteloso: “não tenho dúvidas de que a política monetária está muito restritiva. Mas não sabemos se está restritiva o suficiente.”
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,600% (de 14,665% no fechamento anterior); Jan/27 a 13,860% (14,015%); Jan/29 a 13,600% (13,855%); Jan/31 a 13,930% (14,190%); Jan/33 a 14,050% (14,310%).
(Téo Takar)
Dólar volta a cair em sessão de apetite por risco após Trump sinalizar proximidade com os chineses para negociar
O dólar voltou a cair diante do real nesta quinta-feira, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana frente ao pares e às divisas emergentes no exterior, e apoiado pela recuperação nos preços das commodities.
Os investidores mostraram apetite por risco mais uma vez nesta sessão, embalados pela expectativa de que Donald Trump reduza as tarifas sobre produtos chineses para abrir espaço para negociações. O presidente americano chegou a declarar que seu governo já estaria em contato com representantes da China, mas a informação foi negada pelo ministério do Exterior chinês.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,49%, a R$ 5,6912, após oscilar entre R$ 5,6634 e R$ 5,7075. Às 17h08, o dólar futuro para maio caía 0,35%, para R$ 5,6900.
Lá fora, o índice DXY recuava 0,54%, para 99,306 pontos. O euro subia 0,58%, a US$ 1,1387. E a libra ganhava 0,65%, para US$ 1,3339.
(Téo Takar)
Petróleo tem ligeira alta com custos de tarifas e China no radar
Os preços do petróleo fecharam em ligeira alta nesta quinta-feira se recuperando das perdas registradas ontem diante da expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) elevem a produção a partir do meio do ano.
Os investidores também pesam as implicações do aumento de custos para as empresas da aplicação das tarifas de Trump e seus efeitos nas cadeias globais de abastecimento, inclusive a do petróleo, enquanto as notícias de que autoridades dos EUA se encontraram com a contraparte chinesa nessa manhã trouxeram algum otimismo.
No fechamento, o petróleo Brent – referência global – para junho subiu 0,65%, a US$ 66,55 por barril, na ICE, enquanto o WTI – referência americana – também para junho avançou 0,84% a US$ 62,79 por barril, na Nymex.
(BDM Online, com agências)