Guerra de narrativas deixa investidor perdido em Wall Street; Ibovespa devolve ganhos recentes
[25/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
As bolsas americanas (Dow Jones -0,43%; S&P500 +0,21%; Nasdaq +0,69%) permanecem sem tendência clara nesta sexta-feira, em meio à guerra de narrativas entre EUA e China sobre a existência ou não de negociações entre os dois países em busca de uma solução para a questão das tarifas.
Há pouco, o clima começou a azedar um pouco em Wall Street, depois de Trump afirmar que “não vamos tirar as tarifas da China, a não ser que eles nos deem alguma coisa”.
Por aqui, depois de subir quase 4% na semana, o Ibovespa passa por uma correção modesta (-0,18%, aos 134.336 pontos), com Vale ON (-2,50%) entre os destaques de baixa, após o balanço mais fraco no 1TRI25.
O dólar à vista se mantém em leve queda (-0,08%, a R$ 5,6869), enquanto os juros futuros registram alta moderada (DI Jan/27 a 13,880%; Jan/29 a 13,625%), corrigindo parte do recuo expressivo recente e com o mercado reagindo ao IPCA-15 (+0,43%), que veio dentro do esperado em abril, mas segue ainda muito distante da meta de 3% do BC no acumulado de 12 meses (+5,49%).
(Téo Takar)
Ouro fecha em queda após semana volátil com tensões comerciais
Os contratos futuros do ouro fecharam em queda nesta sexta-feira, devolvendo parte dos ganhos da véspera, enquanto investidores seguem atentos ao desenrolar das negociações entre Estados Unidos e China.
Parte do mercado voltou a alocar recursos nos Treasuries e no dólar americano, que, assim como o ouro, são considerados ativos seguros.
No fechamento da Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para junho teve queda de 1,49%, a US$ 3.298,4 por onça-troy. Em uma semana marcada pela volatilidade, na qual o metal precioso chegou a um novo recorde, o ouro acumulou queda de 0,90%.
(BDM Online, com agências)
Ibovespa avança e fica perto dos 135 mil pontos; NY tem novo dia positivo com expectativa de corte de juros
[24/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa continuou acompanhando o apetite por risco global, em meio à moderação do discurso do governo americano no contexto da guerra tarifária com a China, e chegou quase ao patamar dos 135 mil pontos, na máxima intradia.
O índice teve alta de 1,79%, aos 134.580,43 pontos. O volume somou R$ 26,7 bilhões.
Mais uma vez o movimento foi ajudado pela performance da Vale, que divulga seus resultados trimestrais hoje. O papel da mineradora avançou 1,56%, a R$ 55,31.
Já os ativos da Petrobras fecharam no vermelho: Petrobras ON (-0,73%; R$ 32,52) e Petrobras PN (-0,46%; R$ 30,43).
O dólar à vista voltou a cair diante do real, seguindo o enfraquecimento da moeda americana frente ao pares e às divisas emergentes no exterior, e fechou em baixa de 0,49%, a R$ 5,6912.
Por sua vez, Wall Street teve mais um dia de otimismo dos investidores em meio à divulgação de sinais de cautela e revisão de investimentos e guidance por parte de empresas que já divulgaram balanços. Isto porque o mercado acredita que o temor de uma recessão e de muitas demissões farão o Fed cortar os juros antes que o previsto inicialmente.
Também deu suporte ao mercado a informação de Donald Trump de que uma reunião havia sido realizada com autoridades chinesas nesta manhã, aliviando as tensões sobre uma guerra comercial. A China negou, mas as bolsas seguiram em alta.
Dow Jones subiu 1,23% (44.093,4). S&P 500 avançou 2,03% (5.484,77). Nasdaq ganhou 2,74% (17.166,04). Por fim, os retornos dos Treasuries recuaram.