Juros futuros interrompem queda em meio à inflação ainda elevada

Os juros futuros fecharam com leve alta na ponta curta da curva e próximos da estabilidade no miolo e na ponta longa, com investidores corrigindo parte da forte queda dos prêmios nos últimos dias, quando declarações “dovish” de diretores do BC levaram os investidores a reavaliarem suas apostas para a reunião do Copom de maio.

Pesou sobre os vencimentos curtos o IPCA-15 de abril (+0,43%), que veio dentro do esperado, mas no acumulado de 12 meses (5,49%) ainda ficou muito acima da meta de 3% do BC.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,630% (14,600%); Jan/27 a 13,885% (13,860%); Jan/29 a 13,590% (13,600%); Jan/31 a 13,900% (13,930%); e Jan/33 a 14,020% (14,050%).

(Téo Takar)

Dólar fecha perto da estabilidade, após seis sessões em baixa; na semana, moeda recuou 2%

O dólar encerrou a sexta-feira perto da estabilidade, em uma sessão marcada pela cautela diante da guerra de narrativas entre Donald Trump e o governo chinês, se haveria ou não uma negociação em curso entre EUA e China para tratar de tarifas.

Além da incerteza externa, o fato de a moeda americana ter chegado hoje à 6ª sessão seguida de queda diante do real também limitou o espaço para novas baixas, com a moeda aparentemente encontrando um piso pouco acima dos R$ 5,65.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,06%, a R$ 5,6878, após oscilar entre R$ 5,6647 e R$ 5,7074. Na semana, moeda recuou 2,00%, mas no acumulado de abril até aqui está praticamente estável (-0,31%). Às 17h04, o dólar futuro para maio subia 0,07%, a R$ 5,6915.

Lá fora, o índice DXY subia 0,20%, aos 99,573 pontos. O euro caía 0,23%, para US$ 1,1363. E a libra recuava 0,13%, a US$ 1,3320.

(Téo Takar)

Petróleo tem ligeira alta no pregão mas fecha semana com perdas

Os contratos futuros de petróleo fecharam com ligeira alta na sexta-feira em dia bastante volátil, com os investidores analisando mensagens conflitantes sobre o andamento das negociações comerciais entre os EUA e a China.

Donald Trump disse à revista Time, ontem, que o presidente chinês Xi Jinping ligou para ele para discutir tarifas. Pequim, no entanto, contestou a informação e reiterou na manhã de hoje que não está em negociações com o país.

Os ruídos de comunicação sobre o patamar das negociações se somam a uma reportagem da Bloomberg, que noticiou que a China pode suspender sua tarifa de 125% sobre certos produtos americanos.

No fechamento, os contratos futuros de petróleo Brent (referência mundial) para junho subiram 0,48%, a US$ 66,87 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência dos Estados Unidos) com vencimento para o mesmo mês avançou 0,37%,a US$ 63,02 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Na semana, a queda foi de 1,56% e 1,47%,respectivamente.

(BDM Online, com agências)