Ibovespa registra leve alta, aos 135 mil pontos; NY tem sessão volátil, à espera de balanços e indicadores

[28/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Depois de operar com ganho moderado, o Ibovespa perdeu um pouco de força no fechamento, em linha com a cautela externa, mas sustentando o patamar dos 135 mil pontos.

O índice teve leve alta de 0,21%, aos 135.015,89 pontos. O volume financeiro somou R$ 20,5 bilhões.

Na contramão do minério de ferro, Vale subiu 0,35%, a R$ 54,04. Por outro lado, acompanhando a queda do petróleo, Petrobras ON registrou -0,64% (R$ 32,46) e Petrobras PN, -0,39% (R$ 30,40).

O dólar à vista caiu pela sétima sessão seguida e furou o piso dos R$ 5,65, acompanhando o enfraquecimento da divisa americana lá fora, fechando em baixa de 0,70%, a R$ 5,6480.

Em NY, as bolsas registraram leve recuperação na última hora de pregão, após passarem boa parte do dia no vermelho, com investidores cautelosos à espera de balanços de empresas importantes e de indicadores relevantes de emprego (payroll), inflação (PCE) e atividade (PIB) previstos para esta semana.

Dow Jones subiu 0,28% (40.227,59). S&P 500 terminou em leve alta de 0,06% (5.528,73). Nasdaq fechou com queda de 0,10% (17.366,13 pontos). Os retornos dos Treasuries também cederam.

Dólar segue fraco globalmente e fura piso dos R$ 5,65

O dólar à vista caiu pela sétima sessão seguida nesta segunda-feira e furou o piso dos R$ 5,65, acompanhando o enfraquecimento da divisa americana lá fora, apesar da sessão de poucas novidades no cenário externo e de cautela dos investidores.

Lá fora, permanece a incerteza sobre o plano de tarifas de Donald Trump, sem qualquer evolução nas negociações entre EUA e China.

Além disso, a agenda balanços de grandes empresas e de indicadores importantes, como o payroll, o PCE e o PIB americano, mantiveram o mercado mais retraído neste início de semana.

Por aqui, declarações o presidente do BC, Gabriel Galípolo, sugerindo que o ciclo de aperto monetário ainda não chegou ao fim e o início do afrouxamento pode demorar, colaboraram para fortalecer o real.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,70%, a R$ 5,6480, após oscilar entre R$ 5,6470 e R$ 5,7002. Às 17h12, o dólar futuro para maio caía 0,71%, a R$ 5,6500.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,54%, aos 98,929 pontos. O euro subia 0,51%, a US$ 1,1423. E a libra ganhava 0,93%, para US$ 1,3439.

(Téo Takar)

Petróleo cai 1,5% em meio a incertezas sobre demanda global e aumento de oferta pela Opep+

O petróleo recuou nesta segunda-feira, em meio à cautela dos investidores diante da ausência de movidas sobre as negociações comerciais entre os EUA e outros países, especialmente a China.

A situação eleva a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia global, afetando diretamente a demanda pela commodity. Além disso, permanece a expectativa de aumento da oferta pela Opep+.

O barril do Brent para junho caiu 1,51%, a US$ 65,86, na ICE. E o WTI para o mesmo mês recuou 1,54% a US$ 62,05 por barril, na Nymex.