Petróleo tem forte queda com riscos de demanda e Opep+ no radar

Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte queda nesta terça-feira, em meio aos riscos de uma queda na demanda diante das incertezas provocadas pela guerra comercial de Trump, inclusive um aumento das chances de uma recessão.

Hoje, o relatório Jolts de empregos mostrou uma queda nas vagas existentes nos EUA para 7,2 milhões em março ante 9,6 milhões em fevereiro. Já o índice de confiança ficou em 86 em abril ante 93,9 em março.

Além disso, a reunião da Opep+ na semana que vem, na qual o mercado espera um aumento de mais de 400.000 barris por dia.

No fechamento, os contratos futuros de petróleo Brent (referência mundial) para junho caíram 2,44%, a US$ 64,25, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (referência dos Estados Unidos) com vencimento para o mesmo mês perdeu 2,63%, a US$ 60,42 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex).

NY avança após dados fracos elevarem pressão sobre o Fed; Ibovespa sobe e dólar cai com fluxo gringo

[29/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

As bolsas americanas mantêm o viés positivo nessa tarde (Dow Jones +0,92%; S&P500 +0,69%; Nasdaq +0,63%), apesar dos dados mais fracos da economia americana e da falta de novidades nas negociações comerciais dos EUA com outros países, com investidores possivelmente apostando na volta dos cortes de juros pelo Fed.

O dólar desacelerou a alta frente aos pares no exterior (DXY +0,13%) e os juros dos Treasuries seguem recuando (T-Note de 2 anos a 3,660%; 10 anos a 4,171%).

Por aqui, o Ibovespa segue em busca de sua 7ª alta seguida (+0,50%, aos 135.692 pontos), enquanto o dólar recua pela 8ª sessão consecutiva (-0,29%, a R$ 5,6315), sugerindo que há fluxo de capital estrangeiro entrando no mercado brasileiro.

Os juros futuros oscilam entre estabilidade nos vencimentos médios e longos e alta na ponta curta da curva, com investidores corrigindo as apostas para o próximo Copom após Gabriel Galípolo afirmar que “a comunicação anterior segue vigente, está valendo” e que o que o “patamar (dos juros) segue restritivo o tempo suficiente para levar inflação à meta”.

(Téo Takar)

Galípolo corrige rota dos juros futuros, mas queda do dólar limita alta das taxas

Os juros futuros chegaram a subir até 18 pb no miolo da curva nesta segunda-feira, reagindo a declarações de Gabriel Galípolo pela manhã, mas perderam força no fim da tarde, acompanhando a melhora do clima no mercado externo e a queda importante do dólar, que fechou abaixo dos R$ 5,65.

O presidente do BC comentou hoje ainda não vislumbra o fim do atual ciclo de aperto monetário, tampouco um afrouxamento logo à frente. As declarações vão em sentido oposto às sinalizações dadas na semana passada pelos diretores Nilton David e Diogo Guillen.

Segundo Galípolo, é “importante o gerúndio aqui”, no sentido de que o Copom ainda está subindo os juros, mas em uma fase em que está “tateando” para entender se o nível para o qual “estamos caminhando” é suficiente para colocar a inflação na meta.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,675% (de 14,630% no fechamento anterior); Jan/27 a 13,905% (13,885%); Jan/29 a 13,640% (13,590%); Jan/31 a 13,930% (13,900%); e Jan/33 a 14,030% (14,020%).

(Téo Takar)