Ibovespa registra 7ª alta seguida, com apoio de bancos e Petrobras; NY tem ganho com avanço em acordos comerciais

[29/4/2025] Da Redação do Bom Dia Mercado

Seguindo a tendência positiva externa, o Ibovespa chegou a perder um pouco de força no fechamento, mas ainda assim alcançou a sua 7ª sessão seguida no campo positivo, registrando leve alta de 0,06%, aos 135.092,99 pontos. O volume somou R$ 22,9 bilhões.

O movimento foi apoiado pelo avanço das ações dos principais bancos e da Petrobras. Apesar da queda do petróleo, Petrobras ON subiu 0,28%, a R$ 32,55, e Petrobras PN ganhou 0,53%, a R$ 30,56.

Já Vale cedeu 0,37% (R$ 53,84), após abrir no azul e mesmo com a alta do minério de ferro.

O dólar à vista chegou ao 8º pregão consecutivo de queda diante do real, influenciado pelo fluxo gringo positivo tanto para a bolsa como para a renda fixa brasileiras, especialmente após a sinalização do presidente do BC, Gabriel Galípolo, de que o atual ciclo de aperto monetário ainda não chegou ao fim.

A moeda americana fechou em baixa de 0,31%, a R$ 5,6306.

Em NY, as bolsas subiram em meio a sinais de abrandamento da guerra tarifária de Donald Trump. O presidente dos EUA indicou que irá reduzir algumas tarifas para o setor automotivo e que também estaria fechando acordos comerciais com a Índia e que negociações estavam avançadas com Japão e Coreia do Sul.

Dow Jones subiu 0,74% (40.527,62). S&P 500 avançou 0,58% (5.560,83). Nasdaq ganhou 0,54% (17.461,31). Por sua vez, os retornos dos Treasuries recuaram.

Juros curtos voltam a subir com Galípolo reforçando último comunicado do Copom; médios e longos recuam

Os juros futuros intermediários e longos fecharam entre a estabilidade e o terreno negativo nesta terça-feira, influenciados mais uma vez pelo recuo dos rendimentos dos Treasuries e do dólar.

Já os vencimentos curtos voltaram a subir pelos segundo dia seguido, com investidores corrigindo as apostas para o próximo Copom após o presidente do BC, Gabriel Galípolo manter o tom mais “hawkish” visto em suas declarações ontem.

Hoje, ele afirmou que “a comunicação [da reunião] anterior [do Copom] segue vigente, está valendo” e que o que o “patamar [dos juros] segue restritivo o tempo suficiente para levar inflação à meta”.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,690% (de 14,675% no fechamento anterior); Jan/27 a 13,945% (13,905%); Jan/29 a 13,640% (13,640%); Jan/31 a 13,910% (13,930%); e Jan/33 a 14,000% (14,030%).

(Téo Takar)

Dólar cai com ajuda do fluxo gringo, mas possível acordo comercial dos EUA com Índia limita baixa

O dólar à vista chegou à 8ª sessão consecutiva de queda diante do real nesta terça-feira, influenciado pelo fluxo gringo positivo tanto para a bolsa como para a renda fixa brasileiras, especialmente após a sinalização do presidente do BC, Gabriel Galípolo, de que o atual ciclo de aperto monetário ainda não chegou ao fim.

A queda da moeda americana foi limitada pelas declarações do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, que revelou em entrevista à CNBC que os EUA já tinham um acordo comercial praticamente fechado com um país, sem informar qual era. Mas Donald Trump deixou escapar à imprensa que se trata da Índia.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,31%, a R$ 5,6306, após oscilar entre R$ 5,6210 e R$ 5,6629. Às 17h10, o dólar futuro para maio caía 0,43%, a R$ 5,6330.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,22%, aos 99,228 pontos. O euro recuava 0,33%, a US$ 1,1383. E a libra perda 0,25%, a US$ 1,3406.

(Téo Takar)