Dólar segue comportado diante do real, mas dispara no exterior com risco de Trump entrar na guerra entre Israel e Irã
O dólar à vista registrou alta modesta diante do real e seguiu abaixo dos R$ 5,50, apesar do forte avanço da moeda americana no exterior, devido ao clima de maior aversão ao risco com os conflitos no Oriente Médio.
Lá fora, o mercado seguia à espera do resultado de uma reunião de Trump com seu conselho de segurança na Casa Branca, que pode levar os EUA a entrarem na guerra entre Israel e Irã.
Aqui, investidores monitoravam a votação para derrubada de vetos do presidente Lula no Congresso, que pode levar à ampliação dos gastos do governo, enquanto aguardam a decisão do Copom nesta quarta-feira.
O dólar à vista fechou em alta de 0,20%, a R$ 5,4968, após oscilar entre R$ 5,4664 e R$ 5,5076. Às 17h08, o dólar futuro para julho subia 0,22%, para R$ 5,5115.
Lá fora, o índice DXY disparava 0,84%, aos 98,817 pontos. O euro caía 0,71%, para US$ 1,1480. E a libra recuava 1,15%, a US$ 1,3422.
(Téo Takar)
Petróleo volta a subir forte com temor de que os EUA entrem no conflito Israel-Irã
Após recuar ontem, o petróleo apresentou hoje novas altas expressivas, em meio a temores de que os EUA entrem no conflito entre Israel e Irã. Trump subiu o tom de ameaças ao Irã e tem reunião hoje com seu conselho de segurança.
Pela manhã, a AIE disse que o mercado de petróleo deve ficar bem abastecido até o fim da década, mas ponderou que riscos geopolíticos e tensões comerciais introduzem incertezas significativas.
O contrato do Brent para agosto disparou 4,40%, a US$ 76,45 por barril, na ICE, enquanto o WTI para julho avançou 4,28%, cotado a US$ 74,84 por barril, na Nymex.
(BDM Online)
Ibovespa sobe na esteira de maior apetite global ao risco, com disposição do Irã em voltar a negociar acordo nuclear
A notícia de que o Irã estaria disposto a retomar as negociações sobre um acordo nuclear – desde que os EUA permaneçam fora do conflito com Israel – sustentou um apetite maior ao risco nas bolsas pelo mundo.
Por aqui, o mercado segue atento aos rumos da Selic, na próxima quarta-feira. O Ibovespa fechou em alta de 1,49%, aos 139.255,91 pontos, com a máxima intraday muito perto dos 140 mil pontos. O giro ficou em R$ 22,1 bilhões.
Vale subiu 3,26% (R$ 53,83), acompanhando o minério e impulsionada pela obtenção de licença prévia para o projeto de cobre Bacaba, no Pará.
No lado negativo, destaque para o recuo das petrolíferas, em linha com o petróleo. Assim, Petrobras PN caiu 0,98% (R$ 32,21), enquanto as ações ON da estatal tiveram perda de 0,17% (R$ 34,92).
O dólar à vista ficou abaixo dos R$ 5,50, apoiado pelo ambiente global de menor aversão ao risco. A moeda americana fechou em baixa de 1,00%, a R$ 5,4861.
Em NY, as bolsas avançaram, enquanto os investidores acompanhavam o conflito entre Israel e o Irã. O dia foi de agenda fraca, com o mercado aguardando a decisão do Fed na quarta-feira (18).
Dow Jones subiu 0,75% (42.515,09). S&P500 ganhou 0,94% (6.033,11). Nasdaq avançou 1,52% (19.701,21).
Os retornos dos Treasuries também avançaram.