Ibovespa fica em baixa com peso doméstico pós alta de Selic e aversão global ao risco; NY termina sessão mista

A bolsa brasileira apresentou queda mais acentuada nesta sexta-feira em relação ao mercado americano, com forte volatilidade devido ao exercício de opções.

Na volta do feriado e primeiro pregão pós alta da Selic, pesou o mau humor com as ações domésticas – além da maior aversão ao risco diante das incertezas globais.

O Ibovespa fechou em baixa de 1,15%, aos 137.115,83 pontos, com giro de R$ 31,3 bilhões. Na semana, o indicador terminou praticamente estável (-0,07%).

Vale fechou na mínima de R$ 49,92 (-2,58%), na contramão do minério. Já Petrobras ON avançou 0,45% (R$ 35,91) e as PN da estatal caíram 0,27% (R$ 32,82).

O dólar à vista registrou alta diante do real (+0,44%, a R$ 5,5249), em uma sessão de liquidez reduzida devido ao feriado prolongado e também de maior aversão ao risco em função do cenário geopolítico. Na semana, porém, a moeda caiu 0,30%.

Depois de uma abertura no campo positivo no pregão pós-feriado, as bolsas em NY operaram voláteis, em dia de vencimento triplo, terminando a sessão mistas.

Com a agenda de dados esvaziada, os investidores voltaram a atenção para os desdobramentos das tensões geopolíticas no Oriente Médio, com o presidente Donald Trump dizendo que só vai decidir em duas semanas se os EUA entrarão ou não no conflito entre Israel e Irã.

Dow Jones teve leve alta de 0,08% (42.206,82). S&P500 baixou 0,22% (5.967,84). Nasdaq perdeu 0,51% (19.447,41). Os retornos dos Treasuries também ficaram sem direção única.

Juros futuros se ajustam ao recado duro do Copom

O recado duro do BC, que elevou a Selic em 0,25 pp, para 15,0% e ainda prometeu manter os juros elevados por período “bastante” prolongado, provocou o aumento das taxas curtas.

Já os vencimentos médios e longos recuaram, diante da mensagem de que o ciclo atual de aperto terminou, embora o BC tenha deixado a porta aberta para novos aumentos, caso o cenário econômico piore.

No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,960% (de 14,868% no ajuste anterior); Jan/27 a 14,270% (14,250%); Jan/29 a 13,390% (13,550%); Jan/31 a 13,510% (13,705%); e Jan/33 a 13,590% (13,771%).

Petróleo fecha sem direção única com adiamento de decisão dos EUA sobre conflito Israel-Irã

Uma reunião da UE com representante do Irã, hoje em Genebra, terminou sem definições, mas com aceno de uma saída diplomática.

O contrato do Brent para agosto recou 2,33%, a US$ 77,01 por barril, na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 0,46%, cotado a US$ 73,84 por barril, na Nymex. Na semana, o WTI subiu 3% e o Brent, 2,5%.

(BDM Online)