Giro das 15h: Ibovespa ignora ruído político e sobe de olho em balanços

Apesar do ruído político da prisão domiciliar de Bolsonaro e da expectativa sobre as negociações de tarifas com os EUA, o Ibovespa mantém o tom positivo na tarde desta terça-feira (+0,49%, aos 133.620 pontos), com investidores à espera do balanço do Itaú (+1,4%), que sai após o fechamento.

Em NY, as bolsas mostram pouco fôlego (Dow Jones +0,07%; S&P500 -0,15%; Nasdaq -0,20%), após dados mais fracos de atividade do setor de serviços nos EUA.

O dólar mostra estabilidade frente aos pares lá fora (DXY -0,03%) e também diante do real (-0,02%, a R$ 5,5051), enquanto os juros operam entre a estabilidade na ponta curta (DI Jan/26 a 14,905%) e alta na ponta longa (Jan/29 a 13,390%; Jan/33 a 13,740%) em dia de Ata do Copom, que manteve o tom de cautela do comunicado da reunião da semana passada.

Petróleo realiza parte dos lucros, fecha em queda, mas ainda acumula ganhos no mês

Os contratos futuros do petróleo recuaram nesta quinta-feira, após três sessões seguidas de ganhos, com os investidores realizando lucros e avaliando os últimos acordos comerciais divulgados pelos EUA.

Ontem, Trump fechou uma tarifa de 15% com a Coreia do Sul e hoje estendeu por 90 dias as tarifas atuais do México, para dar mais tempo às negociações.

O mercado segue pressionado pela perspectiva de “tarifas secundárias” de 100% a compradores de produtos da Rússia (incluindo a commodity), caso o país não avance em um cessar-fogo com a Ucrânia, conforme ameaça de Trump.

O aumento de estoques nos EUA também segue no radar. O Brent para setembro caiu 0,96%, a US$ 72,53 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 1,06%, cotado a US$ 69,26 por barril na Nymex.

No mês, os desempenhos acumulados são positivos em 8,9% e 5,8%, respectivamente.

O Brent para outubro caiu 1,06% hoje, a US$ 71,70, com alta de 6,8% em julho.

Ibovespa acompanha alta de NY e retoma 135 mil pontos com ajuda de Petrobras

A bolsa brasileira fechou em alta nesta quarta-feira, acompanhando o otimismo dos mercados acionários em NY, após os EUA divulgarem um acordo tarifário de 15% com Japão.

A expectativa agora é quanto ao acerto com a UE, que pode seguir na mesma linha. Por aqui, seguem as incertezas quanto a uma possível negociação com Trump.

O Ibovespa terminou a sessão com ganho de 0,99%, aos 135.368,27 pontos. O giro foi de R$ 16,6 bilhões.

Entre as blue chips, destaque para Petrobras, cuja ação ON avançou 2,23% (R$ 34,84) e a PN +2,04% (R$ 31,99), entre as mais negociadas.

Após fortes ganhos recentes, Vale caiu levemente hoje (-0,14%; R$ 57,42), reagindo à prévia operacional divulgada ontem à noite e ao recuo do minério.

O dólar à vista recuou diante do real, apoiado pelo quadro de maior apetite por risco dos investidores, tanto aqui como lá fora, fechando em baixa de 0,79%, a R$ 5,5230.

Já as bolsas em NY fecharam com alta consistente. Dow Jones subiu 1,14% (45.010,29). S&P500 ganhou 0,78% (6.358,96). Nasdaq avançou 0,61% (21.020,02).

Por sua vez, os retornos dos Treasuries também avançaram.