Petróleo mantém movimento de alta após ataques do Irã
Os contratos futuros do petróleo mantém o movimento de alta nesta 4ªF, com as cotações voltando a ultrapassar os US$ 100 por barril na madrugada, diante da intensificação da interrupção do escoamento da produção do produto após ataques do Irã a navios comerciais e ofensivas contra Iraque e Bahrein. Em relatório divulgado hoje, a AIE reduziu drasticamente sua previsão de avanço da oferta de petróleo para 2026. A expectativa agora é de crescimento de 1,1 milhão de barris por dia (bpd) na oferta neste ano, ante os 2,4 milhões de bpd estimados anteriormente. Ontem, a agência anunciou a liberação recorde do volume do produto de reservas estratégicas para amenizar a crise energética. Há pouco, o WTI para abril subia 5,33%, a US$ 91,90; e o Brent para maio ganhava 5,86%, a US$ 97,37.
Bolsas europeias seguem tendência de queda com alta persistente do petróleo
As bolsas europeias seguem a tendência de queda da sessão anterior, impactadas pela persistente alta dos preços do petróleo e as preocupações com o risco inflacionário diante do conflito no Oriente Médio. As cotações avançam em meio ao relato de ataques iranianos a petroleiros, ao mesmo tempo em que a AIE anunciou medidas para liberar volume recorde de reservas estratégicas da commodity. Nos mercados europeus, ações do setor bancário lideram as baixas, enquanto a intensificação das tensões geopolíticas impulsionam os ativos do segmento de defesa. Há pouco, a bolsa de Londres caía 0,42%; a de Frankfurt baixava 0,21% e a de Paris perdia 0,44%. Os índices STOXX 50 (-0,58%) e STOXX 600 (-0,33%) também recuavam.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que os mercados globais operaram com cautela diante do conflito no Oriente Médio, que elevou o petróleo em cerca de 4% e reforçou o prêmio geopolítico. Em Nova York, Dow Jones caiu 0,61%, S&P 500 recuou 0,08% e Nasdaq teve leve alta, com dólar fortalecido e DXY acima de 99 pontos. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,28% aos 183 mil pontos, apoiado pela Petrobras, enquanto o dólar ficou estável a R$ 5,15 e juros futuros avançaram. Hoje, atenção ao IPCA no Brasil e, nos EUA, aos pedidos de auxílio-desemprego, balança comercial e dados de fluxo de recursos do Fed.