Bolsas europeias encerram em queda à espera do BCE
Os mercados europeus mudaram de humor ao longo da sessão desta 3ªF e fecharam em queda, uma vez que investidores reagem ao noticiário de cada região. As ações do setor petroleiro caíram, acompanhando a forte queda do petróleo, após o relatório da Opep ter mantido a previsão de alta da oferta da commodity fora do cartel em 1,23 milhão de barris diários.
Além disso, os papéis da BMW despencaram hoje (-10,97%), depois que a empresa reduziu a margem de lucro para 2024, citando problemas com os sistemas de freio da Continental, assim como outros fatores. O Reino Unido mostrou desaceleração na taxa de desemprego, enquanto a Alemanha registrou inflação dentro do consenso e dentro da meta, mas ambos os indicadores ficaram em segundo plano.
A expectativa, agora, está para a decisão de política monetária do BCE na 5ªF, além do IPC dos EUA amanhã, que pode colaborar para definir qual será o ritmo de corte do Fed, embora as apostas sejam majoritárias em uma redução de 25pb. No fechamento: Frankfurt -0,95%; Londres -0,78%; Paris -0,24%; Madri -0,65%; Stoxx 600 -0,49% (508,22). (BDM Online + agências)
Deflação de agosto no IPCA não anima investidores e bolsa brasileira cai
[10/09/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
A deflação de -0,02% anunciada pelo IBGE para o IPCA de agosto não foi suficiente para que os investidores apostassem em um dia positivo na Bolsa de Valores de SP. O Ibov perde os 134 mil pontos e cai 0,69% aos 133.807,12 pontos. A reação do mercado ao IPCA foi de relativa surpresa, mas os analistas não consideram que a deflação possa alterar o rumo do BC em uma eventual alta de 25 pontos na próxima reunião do Copom.
No mercado externo, NY está mista, com SP500 e Nasdaq no positivo, mas Dow Jones operando no negativo, refletindo a expectativa pelo debate que ocorrerá hoje à noite entre Trump e Kamala Harris. O debate está sendo considerado crucial para definição dos votos ainda indecisos. A Europa também opera majoritariamente no negativo e, aqui, o dólar registra alta de +0,79%, valendo R$ 5,6265.
Na curva de juros, reversão da alta e agora todos os vencimentos caem. O petróleo está perdendo valor desde a abertura, com quedas superiores a 3%, revertendo a alta ocorrida ontem. O barril já está sendo negociado com valores abaixo dos US$ 70 nas operações futuras.
Commodities pressionam Ibovespa, com cíclicas operando mistas
O Ibovespa reduziu as perdas da abertura, mas ainda opera em queda nesta manhã, pressionado principalmente pelas commodities. Os investidores analisam também o IPCA de agosto, que recuou 0,02%, a primeira deflação desde junho de 2023. O minério de ferro teve leve queda em Dalian (China), mas cedeu 0,84% em Cingapura, afetando o segmento como um todo.
A queda acentuada dos contratos futuros de petróleo também faz as ações do setor caírem em bloco. Apesar da queda dos juros futuros, os papéis cíclicos operam mistos, com ações entre as maiores altas e as maiores baixas do índice.
No âmbito externo, as expectativas se concentram no debate entre Donald Trump e Kamala Harris, hoje à noite (22h de Brasília). O Ibovespa cai 0,21%, aos 134.458,52 pontos. Em Wall Street, os principais índices operam sem direção definida: Dow Jones cede 0,03%; S&P500 tem alta de 0,28% e Nasdaq avança 0,22%. (Priscila Arone)
Blue chips
▪️ Vale: -0,49% (R$ 56,40)
▪️ Petrobras PN: -0,45% (R$ 37,79)
▪️ Itaú (ITUB4): -0,24% (R$ 37,22)
Maiores altas
▪️ Azul: +4,18% (R$ 4,24)
▪️ Klabin: +2,91% (R$ 22,27)
▪️ Azzas: +2,17% (R$ 47,51)
Maiores baixas
▪️ Assaí: -2,05% (R$ 9,06)
▪️ Braskem: -2,32% (R$ 17,69)
▪️ Ultrapar: -1,43% (R$ 23,45)