Cautela no exterior derruba dólar pós debate e pré inflação
A moeda americana cai a R$ 5,6358 (-0,34%), em dia de dados de varejo e recuperação do petróleo, ajudando a virar os juros, especialmente os mais longos, que abriram mistos e perderam força antes do CPI americano e alinhados aos rendimentos dos Treasuries.
O dólar está em sua menor cotação em relação ao iene neste ano, em meio às maiores chances de derrota de Donald Trump, potencialmente ruim para a moeda, e a inflação dos EUA, que sai logo mais. Junko Nakagawa, membro do conselho do BoJ, reiterou que o BC japonês continuaria aumentando as taxas se a economia e a inflação justificassem,levando à queda de 0,46% do dólar, para 141,77 ienes (mínima 140,693/US$).
O par dólar-iene tende a acompanhar os rendimentos de longo prazo dos títulos dos Treasuries, que estenderam o declínio durante a noite para atingir seu menor nível desde junho de 2023 (há pouco 3,61%). O DXY cai 0,19%, para 101,432. Fed e Copom se reúnem na próxima semana. O dado do dia é o CPI dos EUA, logo mais, que deve mostrar que a inflação geral subiu 2,6% na comparação anual em agosto, de 2,9% de julho. (Ana Katia)
IBGE: Volume dos serviços cresce 1,2% em julho
[11/09/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Em julho de 2024, o volume de serviços no Brasil mostrou expansão de 1,2% frente a junho, na série com ajuste sazonal, segundo resultado positivo seguido, período em que acumulou um ganho de 2,9% (junho-julho).
Dessa forma, o setor de serviços se encontra 15,4% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e renova o ponto mais alto da sua série.
Na série sem ajuste sazonal, no confronto contra julho de 2023, o volume de serviços registrou expansão de 4,3% em julho de 2024, após também ter avançado em junho último (0,8%).
No indicador acumulado do ano, o volume de serviços mostrou expansão de 1,8% frente a igual período de 2023. Já o acumulado dos últimos 12 meses mostrou ganho de dinamismo ao passar de 0,8% em junho para 0,9% em julho de 2024.
O crescimento do volume de serviços (1,2%), observado na passagem de junho para julho de 2024, foi acompanhado por três das cinco atividades de divulgação investigadas, com destaque para os avanços de profissionais, administrativos e complementares (4,2%) e de informação e comunicação (2,2%), que acumularam ganhos, nos dois últimos meses, de 6,5% e de 3,8%, respectivamente.
A outra expansão veio de outros serviços (0,2%), que recupera pequena parcela da perda acumulada entre maio e junho (-0,8%).
Em contrapartida, o setor de transportes (-1,5%) exerceu o principal impacto negativo sobre o total do volume de serviços, seguido pelos prestados às famílias (-0,2%).
Com seca grave, governo avalia volta do horário de verão
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou, em entrevista exclusiva ao Poder360, que não haverá falta de energia elétrica ou racionamento por causa da grave seca que atinge o país.
Por outro lado, disse que a volta do horário de verão é uma possibilidade que não está descartada caso a situação se agrave. Silveira disse que o país enfrenta a pior estiagem dos últimos 94 anos e, por isso, nenhuma possibilidade pode ser descartada.
Apesar da alternativa ser avaliada, ainda não há uma definição sobre a volta do horário de verão. O mecanismo está suspenso desde 2019 por decisão do governo Jair Bolsonaro (PL).