Desenrola Pequenos Negócios renegocia R$ 3 bi em dívidas

Sessenta e cinco mil MEIs e empresas de micro e pequeno porte renegociaram dívidas bancárias por meio do programa federal Desenrola Pequenos Negócios. Ao todo, foram renegociados R$ 3 bilhões em dívidas entre 13 de maio e 20 de agosto, segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

O programa possibilitou a renegociação de dívidas não quitadas até 23 de janeiro deste ano. Participaram empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. A iniciativa foi desenvolvida com base na experiência na Faixa 2 do Desenrola para pessoas físicas. A abrangência do programa, em todos os estados, garantiu que o apoio chegasse a empreendedores de diferentes regiões.

A Região Sudeste concentra quase metade das movimentações relativas ao programa. Juntos, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo concentram 31.536 empresas, 49 mil contratos e R$ 1,4 bilhão em valores renegociados. Na sequência aparece o Nordeste, com 13,8 mil empresas, 19,3 mil contratos e R$ 610 milhões em valores, seguido por Sul (9,5 mil empresas), Centro-Oeste (6,1 mil) e Norte (4,2 mil).

Banco Central Europeu reduz taxa de juros para 3,5%

O BCE cortou taxa de depósito chave em 25 bps, como esperado e as previsões de crescimento para todos os anos até 2026, dizendo que a atividade econômica ainda está contida. A previsão para a inflação em 2025 e 2026 permanece inalterada em 2,2% e 1,9% e o BCE ainda espera que a inflação atinja a meta de 2% no segundo semestre de 2025 — algo que muitos formuladores de políticas veem como crucial para a credibilidade do BCE.

As previsões de crescimento foram revisadas para baixo – mas apenas ligeiramente, para 2024 de 0,9% para 0,8%. o BC diz que a inflação doméstica continua alta porque “os salários ainda estão subindo em um ritmo elevado”. Mas essas pressões de custo de mão de obra estão se moderando, acrescenta, e os lucros estão absorvendo parcialmente os salários mais altos.

Então parece que as autoridades estão vendo progresso. O BCE também sinalizou uma abordagem cautelosa para novos cortes ( 25 pb por trimestre neste estágio). “Os dados de inflação foram divulgados conforme amplamente esperado”.

JBS espera retomar em breve exportações de unidade da Friboi de Diamantino

[12/09/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

A JBS espera receber em breve a liberação dos Estados Unidos para retomar as exportações de carne bovina de sua maior fábrica da Friboi, a unidade de Diamantino (MT, SIF 3000), para o país, informa o Broadcast. As vendas externas da unidade para o país norte-americano foram interrompidas em junho de 2023, após um incêndio ocorrido na planta.

Com as atividades retomadas em novembro do ano passado, a expectativa é de que o aval para a volta das exportações para o país do Hemisfério Norte possa sair ao longo das próximas semanas. “O mercado americano é muito importante para a fábrica, por ser um bom comprador devido ao momento de oferta (apertada) de gado bovino lá. Os Estados Unidos representavam entre 30% e 40% das exportações da unidade e devem se manter neste patamar após o retorno das vendas”, avalia o gerente industrial da fábrica de Diamantino, Ivan Ritter, em conversa com o Broadcast Agro, em visita à indústria.

Para voltar a atender os Estados Unidos, a JBS está adotando um novo sistema para mensurar e garantir o porcentual adequado de gordura na carne conforme o padrão exigido pelos importadores americanos, por meio de uma espécie de raio-x. A maior parte da carne bovina exportada para lá se destina à produção de hambúrguer, segundo Ritter. “O pedido de retomada foi feito e aguardamos a reposta”, afirmou.

No mercado internacional, a companhia vê também a China ampliando suas compras de carne bovina da fábrica. “São oportunidades de mercado. Aproveitamos o bom momento”, resumiu. Outro destino relevante da carne processada em Diamantino é a Europa, que adquiriu 44% das exportações da
planta no acumulado deste ano. Atualmente, 85% da carne bovina produzida na planta vai para o mercado externo e 15% são direcionados ao mercado doméstico. “Buscamos manter as habilitações que temos e sempre buscamos novas”, pontuou Ritter.

Para o executivo, a fábrica está preparada para atender a mercados de alta qualidade, como o Japão, com o qual o Brasil negocia a abertura para exportar a proteína vermelha. Uma comitiva do Japão já visitou a planta fabril há alguns meses, durante auditoria no País. A retomada, anunciada nesta semana, do Canadá para a importação de carne bovina do Brasil de áreas livres de febre aftosa sem vacinação também poderá ser usufruída pela Friboi de Diamantino.

A planta abate hoje 1,85 mil animais por dia, com capacidade de processamento de 4 mil animais por dia, considerando dois turnos. A ideia da companhia, segundo Ritter, é dobrar o processamento diário de animais e alcançar o limite máximo no próximo ano, a depender das condições de mercado. “Quem vai ditar isso é mercado, oferta e demanda, mas provavelmente no ano que vem devemos chegar a esse
volume”, pontuou. A produção média gira em torno de 480 toneladas de carne bovina por dia.

Já em relação à oferta, Ritter observa um movimento de ampliação da cadeia de originação da região, considerando as características de intensificação da atividade de recria de gado e de produção de grãos. A fábrica conta em média com 15 confinamentos. “Isso nos possibilita ter alto volume para exportação porque o boi confinado é um boi mais jovem, com maior capacidade de ganho de massa muscular e uma carne com maior qualidade”, explicou Ritter.

O frigorífico, que é o maior do Brasil, acumula 292,3 mil animais abatidos de janeiro a agosto deste ano, superando a própria meta de 265,8 mil animais e também superior aos 222,824 mil abatidos em 2022 (antes do incêndio e da paralisação da planta). O suporte de recebimento de animais é de 3.016 mil 72 currais.

A JBS investiu R$ 300 milhões para a reconstrução da unidade. Entre as medidas, ampliou a capacidade de processamento de bovinos em 2,4 vezes.