Bolsas europeias mantêm ganhos no fechamento após decisão do BCE
As bolsas europeias fecharam em alta, sendo apenas levemente abatidas pela cautela que tomou NY com bancos mantendo destaque. Mais cedo, o BCE cortou juros novamente, mas não deu pista sobre seu próximo passo, mesmo com os investidores apostando em uma flexibilização constante nos próximos meses.
O euro tocou brevemente uma alta da sessão após a decisão, os rendimentos dos títulos do governo na região foram pouco alterados, e as ações se mantiveram no verde. Os mercados monetários precificaram cerca de 40 bps de flexibilização adicional até o fim do ano e uma chance de 40% de um movimento de um quarto de ponto em outubro. Fechamento: Frankfurt +1,11%; Londres +0,58%; Paris +0,52%; Madri +1,07%; Stoxx 600 +0,78% (511,98). (BDM Online + agências)
Bolsas enfraquecem, dólar vacila e juros sobem às vésperas das decisões sobre taxas
[12/09/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa operava perto das mínimas por volta do meio-dia, a 133.690,03 pontos (-0,73%), em sessão fraca para o mercado acionário em NY, na expectativa das decisões de juros da Super Quarta. Há pouco, Dow caía -0,09%, o S&P subia +0,21% e Nasdaq tinha melhor desempenho, em +0,47% , ainda na esteira da Nvidia. (+2%).
Hoje, o BCE cortou taxa de depósito em 25pb, a 3,50%, dentro do esperado, à medida que a inflação diminui e a economia tropeça na região, com Lagarde reafirmando dependência de dados e evitando se comprometer com um curso específico para custos de empréstimos em meio às incertezas. Nos EUA, o PPI subiu após revisões em baixa e os pedidos de benefícios de desemprego aumentaram, consistente com uma desaceleração gradual.
Junto com o CPI americano de ontem, as leituras reduzem a chance de corte maior nos juros do Fed na próxima semana. No País, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 0,6% acima do previsto , alimentando incertezas sobre a decisão do Copom. Nos Treasuries, os rendimentos dos títulos do Tesouro de 10 anos subiram quase 4pb para 3,69%. Aqui, as taxas avançam ao longo da curva, mais de 14 pontos do miolo em diante. Já o dólar não segue direção única, subindo ante o real a R$ 5,6720 (+0,39%), recuando ante emergentes, enquanto o DXY cede 0,15%, a 101,527. (Ana Katia)
Commodities não sustentam Ibovespa, que aprofunda perdas
[12/09/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
A alta das commodities não é suficiente para dar sustentação ao Ibovespa nesta manhã de quinta-feira, com o índice aprofundando perdas desde a abertura. Dois dados importantes dos EUA, o Índice de Preços ao Produtor (PPI), que subiu 0,2% em agosto, e os pedidos de auxílio-desemprego da semana passada, que ficaram em 230 mil, vieram dentro das estimativas do mercado. Vale, que tem maior peso no índice, está entre as maiores valorizações, impedindo maior recuo do Ibovespa, depois da alta de 3,97% do minério de ferro em Dalian (China). Já a valorização dos contratos futuros de petróleo não se reflete nos papéis da Petrobras, que caem, assim como os da Brava Energia, que lideram as perdas. A negociação das ações da estatal foi suspensa no início dos negócios em razão da divulgação de fato relevante sobre sentença favorável à companhia em processo de arbitragem. Bancos, que também têm peso considerável no índice, caem em bloco. A alta dos juros futuros prejudica a maior parte das ações cíclicas, embora CVC esteja entre as maiores valorizações. E o dólar em alta não se reflete no desempenho das exportadoras. O Ibovespa cai 0,50%, aos 134.000,42 pontos, assim como os principais índices de Wall Street, onde o Dow Jones recua 0,33%; o S&P500 cede 0,16% e o Nasdaq tem baixa de 0,05% (Priscila Arone).
Blue chips
▪️ Vale: +0,97% (R$ 58,15)
▪️ Petrobras PN: -1,07% (R$ 36,89)
▪️ Itaú (ITUB4): -0,59% (R$ 37,16)
Maiores altas
▪️ CSN Mineração: +3,27% (R$ 6,31)
▪️ CVC: +2,14% (R$ 1,91)
▪️ Raízen: +1,67% (R$ 3,04)
Maiores baixas
▪️ Brava Energia: -2,75% (R$ 21,91)
▪️ Rumo: -2,18% (R$ 21,13)
▪️ Yduqs: -2% (R$ 10,28)