Ibovespa sobe impulsionado por commodities e juros futuros em queda
[13/09/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa ampliou os ganhos desde a abertura dos negócios desta sexta-feira, em que a alta do petróleo sustenta as ações do setor, mas o recuo do minério de ferro, tanto em Dalian (China) quanto em Cingapura, é ignorado pelos investidores. O principal índice da B3 opera com pouquíssimas quedas.
Nesta manhã, saiu o IBC-Br de julho, que caiu 0,41% no período, menos do que a expectativa de recuo de 0,80%. No início da tarde (14h30), os investidores vão se voltar para a divulgação do Boletim Macrofiscal de setembro, com atualização das projeções para o PIB e a inflação.
No âmbito externo, voltaram a subir as expectativas de que o Fed faça uma redução de 0,5 ponto porcentual em sua taxa de juros, principalmente depois que um ex-dirigente do BC norte-americano ter afirmado que defenderia esse cenário se ainda integrasse a autoridade monetária.
O Ibovespa sobe 1,06%, aos 135.455,04 pontos. Em Wall Street, os principais índices também operam no positivo: Dow Jones tem alta de 0,36%. S&P500 avança 0,35% e Nasdaq tem aumento de 0,38%. (Priscila Arone)
Blue chips
▪️ Vale: +0,77% (R$ 58,56)
▪️ Petrobras PN: +1,74% (R$ 37,51)
▪️ Itaú (ITUB4): +0,87% (R$ 37,29)
Maiores altas
▪️ Cogna: +6,43% (R$ 1,49)
▪️ Yduqs: +5,48% (R$ 10,98)
▪️ Eztec: +5,44% (R$ 14,54)
Maiores baixas
▪️ Weg: -0,24% (R$ 53,18)
▪️ Ambev: -0,08% (R$ 12,90)
Dólar e juros caem com exterior, após IBC-Br menor que o esperado
O dólar recua a R$ 5,5915 (-0,48%), em linha com o exterior, onde o petróleo sobe, os rendimentos dos Treasuries cedem e o iene é apoiado por comentários de autoridades do BoJ sobre o risco de aumento da inflação.
Os juros oscilaram na abertura e acompanham o movimento, cedendo levemente há pouco após o IBC-Br cair 0,4% em julho de 2024, após uma alta de 1,4% no mês anterior. O dado veio abaixo da estimativa (-0,8%), marcando a primeira retração na atividade econômica após três meses consecutivos de expansão, liderada por um declínio de 1,4% na indústria.
Em uma base não ajustada sazonalmente, o IBC-Br cresceu 5,3% em julho de 2023 e subiu 2% nos últimos 12 meses. Os mercados operam na expectativa da Super Quarta, em meio a incertezas sobre o tamanho dos cortes de juros aqui e nos EUA. Voltaram a crescer as chances de um corte de meio ponto pelo Fed em reação a artigos e falas sobre o tema ontem, e, para a Selic, a expectativa é de ajustes mais agressivos, de 50pb. (Ana Katia)
Prévia do PIB, IBC-Br cai menos que o esperado em julho
[13/09/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
A economia brasileira recuou 0,4% em julho, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado hoje. O mercado financeiro projetava um recuo de 0,9%. Na comparação com o julho do ano anterior, o IBC-Br subiu 5,3%. No acumulado em 12 meses, somou 2,0%.
O resultado vem após a economia registrar um avanço de 1,4% no segundo trimestre, acima das expectativas de mercado e com destaque para serviços e indústria.
Ainda nesta sexta-feira, o Ministério da Fazenda irá divulgar novas projeções para a economia. O ministro Fernando Haddad já havia antecipado que a Pasta poderia rever as expectativas para a atividade. Na quarta-feira, Haddad afirmou que o PIB do Brasil vai crescer “pelo menos” 3% este ano.