Dólar e juros disparam, enquanto Ibovespa recua com tombo do petróleo
[15/10/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O dólar acelerou a alta frente ao real (+1,27%, a R$ 5,6534) e a outras divisas emergentes (+1,61%, a 19,69 pesos mexicanos; +1,42%, a 942,15 pesos chilenos) nesta tarde, refletindo o tombo nos preços das comodities, especialmente o petróleo (Brent/dez -4,30%, a US$ 74,13/barril; WTI/nov -4,52%, a US$70,49), que reage à notícia de que Israel não atacará áreas de produção do Irã.
A pressão do câmbio passou a afetar os juros futuros, que recuperam até 8 pb de prêmio na ponta longa (DI Jan26 a 12,595%; Jan29 a 12,700%; Jan31 a 12,660%).
O Ibovespa (-0,16%, aos 130.797 pontos) sente a baixa de seus principais componentes (Vale ON -1,82%; Petrobras ON -1,50%; PN -1,43%).
Em NY, as bolsas também recuam (Dow Jones -0,38%; S&P500 -0,47%; Nasdaq -0,86%) após baterem novos recordes ontem, com Nvidia (-5,2%) em forte queda após informação de que os EUA querem ampliar a restrição à venda de chips mais avançados para alguns países.
(Téo Takar)
Vale recua antes dos dados de produção e vendas do 3TRI
As ações da Vale se destacam no ranking negativo do Ibovespa, perdendo, por volta 14h40, 1,81%, a R$ 60,81.
Além da baixa do minério de ferro, que afeta todas as metálicas, o movimento reflete a cautela do mercado em relação aos dados de produção e vendas da mineradora no 3TRI, que serão divulgados hoje, após o fechamento do mercado.
Para analistas, mesmo com o aumento na produção do minério de ferro no trimestre, a queda do preço da commodity deve afetar a receita da companhia.
Acionista da Vale, Bradespar recuava 1,34%, a R$ 19,19. CSN Mineração caía 1,00%, a R$ 5,92.
Entre as siderúrgicas, Usiminas tinha queda de 1,75% (R$ 6,16), CSN perdia 1,52% (R$ 11,66), Metalúrgica Gerdau tinha baixa de 1,42% (R$ 10,39) e Gerdau cedia 0,76% (R$ 18,32).
Azul se destaca entre as perdas em realização
As ações da Azul se destacam entre as maiores perdas do Ibovespa nesta 3ªF, recuando, por volta das 14h10, 1,82%, a R$ 5,95.
Na avaliação de analistas, o ativo da companhia aérea passa por um movimento de realização depois dos ganhos recentes associados a eventual fusão com a Gol e acordo firmado com credores da empresa.
Nos últimos 30 dias, o papel da Azul acumula ganhos em torno dos 20%.
Negociadas fora do Ibovespa, as ações da Gol também operam no campo negativo, cedendo 0,93% (R$ 1,07), na mínima do dia.