Fechamento: Frustração com estímulos chineses afeta Ibovespa; Dow Jones tem mais um recorde

[17/10/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

Os novos estímulos anunciados pela China frustraram os investidores, afetando as ações ligadas a commodities e, consequentemente, o desempenho do Ibovespa.

O índice baixou 0,73%, aos 130.793,41 pontos, com volume de apenas R$ 17,7 bilhões. Vale se destacou entre as maiores perdas, cedendo 2,53% (R$ 60,76). Petrobras ON registrou -0,47%, a R$ 40,59, e Petrobras PN, -0,75% (R$ 36,93). 

O dólar à vista perdeu força e fechou em leve baixa de 0,10%, a R$ 5,6596, na contramão do exterior. Os juros futuros (DI Jan/26 a 12,650%) reduziram a alta no fim do dia, com o alívio no câmbio.

Em NY, as bolsas perderam ímpeto, após sustentar alta moderada diante de dados de emprego, varejo e indústria nos EUA acima do esperado, mostrando a resiliência da economia americana, o que fez os juros dos Treasuries voltarem a subir.

Ainda assim, Dow Jones renovou recorde de fechamento (+0,37%; 43.239,05 pontos). S&P500 recuou 0,02% (5.841,47 pontos) e Nasdaq ganhou 0,04% (18.373,61 pontos).

(Igor Giannasi)

Juros futuros reduzem alta no fim do dia, com alívio no câmbio e falta de novidades no quadro fiscal

Os juros futuros passaram boa parte desta quinta-feira em alta, pressionados pelo avanço dos juros dos Treasuries e da alta do dólar, após novos dados mostrando resiliência da economia americana reduzirem a chance de o Fed cortar juros em novembro.

Mas, o alívio no câmbio no fim da sessão ajudou a tirar pressão dos DIs. O quadro fiscal continua sendo monitorado de perto pelo mercado, mas não houve novidades desde a sinalização dos ministros Fernando Haddad e Simone Tebet sobre o plano de cortes de gastos a ser apresentado ao Congresso.

No fechamento, o DI Jan26 marcava 12,650% (de 12,640% no fechamento de ontem); Jan27 a 12,805% (12,810%); Jan29 a 12,840% (12,825%); Jan31 a 12,830% (12,800%); e Jan33 a 12,760% (12,720%).

(Téo Takar)

Dólar vira e fecha em leve queda, após tombo das commodities pressionar real por boa parte do dia

O dólar à vista perdeu força nos últimos minutos da sessão e fechou em leve baixa diante do real, na contramão do exterior, onde a moeda americana se valorizava diante das divisas de países produtores de commodities.

A decepção dos investidores após mais um anúncio de estímulos econômicos na China penalizou os materiais básicos, especialmente o minério de ferro. O dólar também avançou sobre o euro, após o BCE confirmar expectativas e cortar os juros em 25 pb, deixando a porta aberta para nova redução em dezembro.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,10%, a R$ 5,6596, após oscilar entre R$ 5,6585 e R$ 5,6880. Às 17h05, o dólar futuro para novembro caía 0,18%, a R$ 5,6680. Lá fora, o índice DXY subia 0,20%, para 103,799 pontos. O euro caía 0,33%, para US$ 1,0828. E a libra tinha alta de 0,17%, a US$ 1,3013.

(Téo Takar)