Juros futuros encostam nos 13% com alta do dólar e incerteza fiscal
Os juros futuros voltaram a subir nesta sexta-feira, com as taxas médias e longas encostando nos 13% no pior momento do dia. A alta do dólar e a incerteza sobre o cenário fiscal mais uma vez foram as justificativas para abertura da curva.
O silêncio do presidente Lula sobre a revisão dos gastos do governo tem incomodado o mercado. Agentes consideram que apenas as declarações dadas pelo ministro Fernando Haddad não são mais suficientes para convencer os investidores.
Hoje, o governo anunciou um pacote de ajuda de até R$ 1 bilhão para empresas afetadas pelo apagão em São Paulo. Segundo Haddad, os recursos virão de um crédito extraordinário e não terão impacto nas contas públicas.
No fechamento, o DI para Jan26 marcava 12,705% (de 12,650% no fechamento de ontem); Jan27 a 12,900% (12,805%); Jan29 a 12,915% (12,840%); Jan31 a 12,870% (12,830%); e Jan33 a 12,790% (12,760%).
(Téo Takar)
Dólar testa os R$ 5,70 em meio à queda das commodities e risco fiscal; moeda subiu 1,5% na semana
O dólar à avista ampliou a alta na última hora de negociação nesta sexta-feira e chegou a superar os R$ 5,70, maior cotação intradia desde 6 de agosto (R$ 5,7125).
Operadores observaram que as moedas de países produtores de commodities foram penalizadas hoje devido à piora do cenário de demanda para as commodities, após dados da China aumentarem a incerteza sobre o ritmo de crescimento do país. Porém, a queda do real foi mais acentuada do que outras divisas por conta também do risco fiscal, que permanece no radar dos investidores.
O governo anunciou hoje a liberação de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para empresas prejudicadas pelo apagão em São Paulo. Segundo o ministro Fernando Haddad, o gasto não entrará na conta do resultado primário.
O dólar à vista fechou em alta de 0,69%, a R$ 5,6989, após oscilar entre R$ 5,6304 e R$ 5,7029. Na semana, acumulou alta de 1,49%. Às 17h05, o dólar futuro para novembro subia 0,79%, a R$ 5,7045. Lá fora, o índice DXY recuava 0,32%, aos 103,494 pontos. O euro subia 0,31%, a US$ 1,0866. E a libra avançava 0,26%, a US$ 1,3045.
(Téo Takar)
Petróleo cai após dados da China e possível redução de conflitos no Oriente Médio
O preço do petróleo retomou a trajetória de baixa nesta sexta-feira, com investidores preocupados com a demanda após dados da China mostrarem desaceleração no crescimento da economia em relação ao ano passado.
A notícia da morte do principal líder do Hamas, Yahya Sinwar, por Israel também pesou na commodity, com o mercado especulando sobre um possível fim do conflito em Gaza. A queda nos preços foi limitada por uma declaração do presidente dos EUA, Joe Biden, afirmando que sabe “como e quando” Israel atacará o Irã.
Ao longo da semana, a revisão para baixo de estimativas da Opep e da AIE e a expectativa de aumento da produção da Arábia Saudita colaboraram para derrubar os preços.
O Brent para dezembro caiu 1,87%, a US$ 73,06 por barril, na ICE. Na semana, o tombo foi de 7,6%. O WTI para o mesmo mês recuou 2,00%, a US$ 68,69 por barril, na Nymex, acumulando perda de 8,05% na semana.
(BDM Online + agências)