Hypera passa por leilões com notícia sobre proposta de fusão com EMS e reduz baixa da manhã

Na liderança entre as maiores perdas do Ibovespa, os papéis da Hypera recuavam, por volta das 14h35, 3,23%, a R$ 24,84, reduzindo as baixas observadas anteriormente.

O movimento é influenciado pela notícia, apurada pelo Broadcast, de que a EMS apresentou uma proposta de combinação de negócios com a farmacêutica. A oferta é de R$ 30 por ação, com prêmio de 17% sobre o valor de sexta-feira (18).

Mais cedo, depois de cair mais de 14% mais cedo, reagindo ao anúncio de que a empresa vai descontinuar seu guidance para este ano, as ações da companhia passaram por três leilões seguidos, inverteram o sinal para o positivo para em seguida voltaram ao negativo.

Incerteza fiscal vira assunto dominante da semana que acaba e penaliza ativos domésticos

A incerteza fiscal foi assunto dominante nas mesas de operações ao longo desta semana e penalizou os ativos domésticos, levando o dólar a testar os R$ 5,70 e os juros futuros a encostar nos 13%.

As declarações dos ministros Fernando Haddad e Simone Tebet sobre uma série de projetos para conter as despesas do governo, e que serão enviados ao Congresso ainda neste ano, não foram suficientes para reverter o mau humor. Investidores cobram uma fala assertiva do presidente Lula apoiando o corte de gastos.

No exterior, a China concentrou as atenções ao fazer novos anúncios de estímulos econômicos, na tentativa de alcançar sua meta de crescimento de 5% neste ano. Os dados do 3TRI24 mostraram alta de 4,6% do PIB. Embora ligeiramente melhor que o esperado, o número indica tendência de desaceleração do país.

Nos EUA, ao contrário, a economia segue a todo vapor, como mostraram os dados divulgados nesta semana, afastando o receio de uma recessão, mas aumentando a dúvida sobre qual será a atitude do Fed em novembro.

Bom fim de semana! (Téo Takar)

Fechamento: Ibovespa cai ainda pressionado por commodities e questão fiscal

[18/10/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O Ibovespa terminou a sessão desta sexta-feira em queda de 0,22%, aos 130.499,26 pontos, com volume de R$ 22,0 bilhões, ainda pressionado pela performance das ações ligadas a commodities, diante das incertezas em relação à economia chinesa, e pela questão fiscal.

Na semana, porém, acumulou alta de 0,39%. Vale registrou -0,35% (R$ 60,55), Petrobras ON, -0,54% (R$ 40,37) e Petrobras PN, -0,27% (R$ 36,83).

O dólar à vista fechou em alta de 0,69%, a R$ 5,6989. Lá fora, o índice DXY recuava 0,32%, aos 103,494 pontos. Os juros futuros voltaram a subir (DI Jan26 a 12,705%), diante da valorização do dólar e do cenário fiscal.

Já em NY, os índices fecharam no campo positivo, em sessão animada por balanços. Dow Jones (+0,09%; 43.275,91) e S&P500 (+0,40%; 5.864,67) renovaram máximas. Nasdaq avançou 0,63% (18.489,55).

As ações da Netflix saltaram 11,09% após reportar o 3TRI acima do esperado. Os juros dos Treasuries recuaram, após dados fracos do setor imobiliário dos EUA.

(Igor Giannasi)