Juros futuros voltam a embutir prêmio e testam os 13% com ‘Trump trade’ e incerteza fiscal

Os juros futuros voltaram a ganhar prêmios nesta quarta-feira, com o DI Jan29 cravando nos 13,0% no pior momento do dia. As taxas longas acompanharam o avanço dos juros dos Treasuries, com o mercado dobrando a aposta no “Trump trade”, ou seja, na vitória do republicano nas eleições à presidência dos EUA.

O cenário doméstico também não ajudou, com investidores repercutindo o relatório do FMI, que piorou as projeções fiscais do país, e as declarações duras do diretor do BC Paulo Picchetti, que afirmou que há “razões claras” para começar um ciclo de alta dos juros no Brasil.

Na mesma linha, Campos Neto reforçou a mensagem de que o Copom deve apertar o passo em novembro, o que deu gás para a ponta curta da curva subir. “É importante convencer o mercado de que vamos fazer o que for preciso para inflação convergir para meta”, disse o presidente do BC.

No fechamento, o DI Jan/26 marcava 12,765% (de 12,690% no fechamento de ontem); Jan/27 a 12,960% (12,850%); Jan/29 a 12,975% (12,855%); Jan/31 a 12,930% (12,810%); Jan/33 a 12,850% (12,740%).

(Téo Takar)

Dólar tem alívio pontual com entrada de capital externo; ‘Trump trade’ e risco fiscal impedem queda maior

O dólar à vista encerrou a quarta-feira em leve baixa, apoiado por um fluxo pontual de entrada de capital externo à tarde, que aliviou o viés de alta visto durante boa parte da sessão.

O avanço da moeda americana sobre os pares no exterior, com investidores se posicionando para uma eventual vitória de Trump nos EUA, e a incerteza fiscal doméstica continuam sustentando o câmbio na casa dos R$ 5,70 e impedem um recuo maior.

Além disso, a queda expressiva nos preços do petróleo e do minério de ferro pesaram contra o real.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,08%, a R$ 5,6928, após oscilar entre R$ 5,6858 e R$ 5,7323. Às 17h05, o dólar futuro para novembro caía 0,03%, a R$ 5,6985. Lá fora, o índice DXY subia 0,30%, aos 104,391 pontos. O euro recuava 0,12%, a US$ 1,0785. E a libra perdia 0,39%, a US$ 1,2932.

No Japão, o dólar subia 1,04%, a 152,63 ienes.

(Téo Takar)

Eletrobras recua sob pressão da alta dos DIs

Papéis da Eletrobras recuam, pressionados pela alta dos DIs, o que também afeta ativos de outras empresas do setor elétrico.

Por volta das 16h05, Eletrobras ON cedia 2,03%, a R$ 37,72, figurando entre as maiores perdas do Ibovespa. Eletrobras PNB baixava 1,48%, a R$ 41,90. Energisa registrava -1,64 (R$ 42,71). Eneva desvalorizava 1,65%, a R$ 13,74.

O movimento também contamina as ações da Neoenergia, mesmo após a companhia apresentar um balanço considerado acima do esperado. Negociado fora do Ibovespa, o papel da empresa tinha queda de 0,36% (R$ 19,23).