Juros futuros têm oscilação contida em meio à alta dos Treasuries e piora nas expectativas de inflação
Os juros futuros oscilaram pouco nesta segunda-feira, com as taxas longas em viés de alta por causa do avanço dos juros dos Treasuries, reflexo das eleições nos EUA. Já os vencimentos curtos e médios ficaram entre leve baixa e estabilidade, apoiados por dois fatores deflacionários: o tombo do petróleo e a mudança da bandeira tarifária de energia de vermelha 2 neste mês para amarela em novembro.
A nova piora nas expectativas de inflação neste ano, que atingiu 4,55% no boletim Focus de hoje, portanto acima do teto da meta, não gerou estresse na curva.
O principal assunto nas mesas ainda é a questão fiscal, com o mercado à espera do pacote de corte de gastos prometido pelo ministro Fernando Haddad.
No fechamento, o DI para Janeiro de 2026 marcava 12,690% (de 12,695% no fechamento de 6ªF); Jan/27 a 12,820% (12,835%); Jan/29 a 12,840% (12,835%); Jan/31 a 12,800% (12,780%); e Jan/33 a 12,720% (12,700%).
(Téo Takar)
Dólar tem oscilação contida, com investidor à espera do pacote de Haddad
O dólar à vista oscilou em intervalo estreito nesta segunda-feira e fechou perto da estabilidade diante do real. O mercado segue em compasso de espera do pacote de redução de gastos do governo, que Fernando Haddad prometeu divulgar após as eleições municipais.
A notícia de que o ministro teria uma reunião com Lula para tratar do tema trouxe um alívio pontual ao câmbio no meio da tarde.
No exterior, a moeda americana passava por correção frente às divisas europeias, enquanto se fortalecia diante do iene, após a derrota do partido do primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, na eleição parlamentar do fim de semana.
O dólar à vista fechou em alta de 0,06%, a R$ 5,7088, após oscilar entre R$ 5,6869 e R$ 5,7209.
Às 17h07, o dólar futuro para novembro caía 0,01%, a R$ 5,7130. Lá fora, o índice DXY subia 0,02%, aos 104,283 pontos. O euro tinha alta de 0,18%, para US$ 1,0815. A libra subia 0,08%, a US$ 1,2973. E o dólar avançava 0,60%, para 153,22 ienes.
(Téo Takar)
Petróleo despenca 6% após Israel responder ataque do Irã sem atingir alvos de produção
O mercado de petróleo respirou aliviado com o desfecho da resposta de Israel ao ataque feito pelo Irã no início do mês. A reação israelense, prometida há algumas semanas, foi direcionada apenas a alvos militares, poupando as áreas de produção da commodity.
Analistas avaliam que a decisão de Israel foi fortemente influenciada pelos EUA, que temiam uma disparada nos preços, em meio a um ambiente de inflação ainda elevada.
Pelo lado da demanda, os preços também foram pressionados pelo fraco lucro industrial da China, que despencou 27% em setembro na comparação anual.
O Brent para dezembro caiu 6,12%, a US$ 71,00 por barril, na ICE. O WTI para o mesmo mês também recuou 6,12%, a US$ 67,38 por barril, na Nymex.
(BDM Online + agências)