Ativos ‘estacionam’ à espera do corte de gastos; bolsas em NY e Treasuries seguem voláteis, de olho na eleição
[30/10/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Os ativos domésticos estão praticamente “estacionados” nesta tarde, com o mercado à espera de uma definição sobre o pacote de corte de gastos do governo. Nas mesas, circula o rumor de que o corte ficará entre R$ 40 bilhões e R$ 60 bilhões, informação atribuída à consultoria Arko Advice.
Mais cedo, os investidores esboçaram otimismo com as declarações de Haddad, de que houve entendimento com a Casa Civil sobre o pacote.
Há pouco, o Ibovespa tinha leve queda de 0,01%, aos 130.718 pontos. O dólar à vista marcava alta de 0,12%, a R$ 5,7688. E os juros futuros seguiam mistos, com curtos em leve alta (DI Jan26 a 12,765%), enquanto médios e longos em baixa (Jan29 a 12,915%; Jan31 a 12,850%).
Em NY, os ativos seguem voláteis diante de um dia carregado de dados econômicos e balanços relevantes, além da expectativa sobre as eleições presidenciais.
O Dow Jones sobe 0,05%; o S&P500 cai 0,14%; e o Nasdaq recua 0,23%. Já os Treasuries apontam para cima (T-Note de 2 anos a 4,1435%).
(Téo Takar)
Ibovespa recua com investidores à espera do pacote de corte de gastos do governo; Nasdaq renova recorde
[29/10/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O mau humor predominou na sessão desta terça-feira no Ibovespa, que fechou em baixa de 0,37%, aos 130.729,93 pontos, e com volume R$ 17,0 bilhões.
A apreensão dos investidores ocorre em meio à espera da divulgação do pacote de corte de gastos do governo, que, segundo o ministro Fernando Haddad, ainda “não há data” para ser anunciado. Os juros futuros subiram diante da indefinição (DI Jan26 a 12,740%), que também afetou o dólar à vista (+0,92%; R$ 5,7616).
Por sua vez, as performances de Vale (-0,35%; R$ 62,66) e Petrobras limitaram o desempenho do índice. O papel ON da estatal caiu 0,25% (R$ 39,22) e o PN baixou 0,22% (R$ 36,01), depois de a petrolífera apresentar queda da produção no 3TRI.
Em NY, os índices ficaram sem direção única, com Nasdaq (+0,78%; 18.712,75) renovando recorde de fechamento, em meio à expectativa com balanços das big techs. Dow Jones caiu 0,36% (42.233,05) e S&P500 subiu 0,16% (5.832,92). Os retornos dos Treasuries tiveram leve queda após avanços recentes.
(Igor Giannasi)
Juros futuros sobem com indefinição sobre corte de gastos do governo
O risco fiscal voltou a empurrar os prêmios dos juros futuros para cima, com investidores incomodados com a demora do governo em anunciar as medidas de redução dos gastos do governo.
O ministro Fernando Haddad disse que não há data para o anúncio, mas que as conversas com o presidente Lula estão “avançando”.
Haddad também não confirmou os rumores do mercado, de que o corte nas despesas ficaria entre US$ 30 bilhões e US$ 50 bilhões.
No fechamento, o contrato de DI para janeiro de 2026 marca 12,740% (de 12,690% no fechamento ontem); Jan/27 a 12,910% (12,820%); Jan/29 a 12,945% (12,840%); Jan/31 a 12,880% (12,800%); e Jan/33 a 12,810% (12,720%).
(Téo Takar)