Wall Street embolsa lucros com incertezas sobre eleição e BCs; Juros testam os 13% com mistério sobre pacote

[31/10/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O clima de aversão ao risco prevalece nos mercados globais nesta quinta-feira. Dados divergentes da economia americana, sinais de resistência da inflação nos EUA e Europa, frustrações com balanços ou projeções futuras de resultados, incerteza sobre a eleição à Casa Branca e dúvidas sobre os próximos passos de Fed e BCE estão entre os motivos para a correção mais acentuada no dia, lembrando que Wall Street colecionou alguns recordes de pontos ao longo de outubro, com ações importantes nas máximas históricas.

Há pouco, Dow Jones recuava 0,64%; S&P500 caía 1,62% e Nasdaq perdia 2,57%. Já os juros dos Treasuries recuavam (T-Note de 10 anos a 4,2718%) diante do movimento de busca por proteção.

Aqui, o Ibovespa cai 0,62%, aos 129.833 pontos, pressionado principalmente pelo tombo de Bradesco ON (-3,49%) e PN (-3,93%) após o balanço. O dólar avança 0,33%, para R$ 5,7823 e os juros futuros voltam a testar os 13% (DI Jan/26 a 12,795%; Jan/27 a 12,950%; Jan/29 a 12,960%) com o investidor impaciente com o mistério do governo sobre o corte de gastos.

(Téo Takar)

Ouro passa por correção no dia, mas acumula ganho de 3,3% no mês

Depois de uma sequência de recordes, o ouro devolveu parte dos ganhos recentes nesta sessão, influenciado pela alta do dólar frente aos pares e pela expectativa de que os principais BCs sejam mais lentos em suas políticas de afrouxamento monetário.

O contrato para dezembro caiu 1,83%, para US$ 2.749,30 por onça-troy na Comex. No mês, o metal precioso subiu 3,3%.

Marfrig se destaca entre as altas na esteira do avanço da BRF

Os papéis da Marfrig se destacam entre as maiores altas do Ibovespa, na esteira da valorização da líder do ranking, BRF, da qual detém metade de seu capital, que avança devido à elevação da recomendação de suas ações para compra feita pelo Santander.

Além disso, contribui para o desempenho o fato de a Minerva ter entrado com recurso no Uruguai para tentar garantir a compra de ativos da Marfrig.

Por volta das 14h30, o papel da Marfrig ganhava 3,05% (R$ 15,88) e o da BRF subia 4,00% (R$ 26,52). Ainda no setor de frigoríficos, Minerva recuava 1,68% (R$ 5,86) e JBS caía 0,76% (R$ 36,42).