Juros futuros alcançam os 13% em meio à incerteza fiscal e aversão ao risco no exterior
Os juros futuros registraram alta em toda a curva nesta quinta-feira, com os vencimentos intermediários incorporando até 12 pb e fechando acima dos 13%.
O sentimento de aversão ao risco que prevaleceu nos mercados internacionais hoje por causa das incertezas sobre as eleições americanas e sobre os próximos passos do Fed se juntou ao incômodo dos investidores com a demora do governo em anunciar medidas de cortes de gastos, além da expectativa pelo Copom na próxima semana.
No fechamento, o contrato para janeiro de 2026 marcava 12,825% (de 12,735% no fechamento de ontem); Jan/27 a 12,995% (12,880%); Jan/29 a 13,005% (12,890%); Jan/31 a 12,940%, na máxima do dia (12,820%); e jan/33 a 12,830% (12,740%).
(Téo Takar)
Dólar acumula alta de 6% em outubro com risco fiscal e incertezas no exterior
O dólar à vista voltou a subir nesta quinta-feira, com investidores avessos ao risco nos principais mercados e ainda incomodados com o risco fiscal doméstico.
Dados mistos da economia nos EUA e o repique da inflação na Europa se juntaram a alguns balanços relevantes abaixo do esperado e projeções mais fracas de resultados, levando o mercado a embolsar ganhos nos ativos de risco e buscar segurança nos Treasuries e no dólar.
Soma-se a isso a indefinição da eleição americana, a possibilidade de uma retaliação do Irã contra Israel e incertezas sobre o rumo das políticas monetárias do Fed e do BCE.
Aqui, a promessa não cumprida até o momento de uma solução para equilibrar as contas do governo completam o quadro de mau humor dos investidores.
O dólar à vista fechou em alta de 0,31%, a R$ 5,7811, após oscilar entre R$ 5,7540 e R$ 5,7940. No mês, a moeda subiu 6,13%; no ano, acumula alta de 19,11%. Às 17h10, o dólar futuro para dezembro subia 0,35%, a R$ 5,8020.
Lá fora, o índice DXY tinha leve baixa de 0,09%, aos 103,894 pontos. O euro subia 0,22%, para US$ 1,0881. E a libra caía 0,50%, a US$ 1,2898.
(Téo Takar)
Petróleo sobe quase 1% na sessão regular, mas dispara no eletrônico após rumor de retaliação do Irã contra Israel
O petróleo fechou a sessão regular em alta moderada, ainda apoiado pela redução nos estoques semanais dos EUA, divulgada ontem, e pela informação de que a Opep pode adiar o aumento de oferta previsto para dezembro.
No fechamento da sessão regular, o Brent para janeiro subia 0,90%, a US$ 72,81 por barril, na ICE. E o WTI para dezembro tinha alta de 0,94%, a US$ 69,26 por barril, na Nymex. No mês, acumularam alta de 2,90% e 3,52%, respectivamente.
Porém, os preços da commodity dispararam há pouco no pregão eletrônico com a notícia da agência Axios de que o Irã prepara uma retaliação contra Israel com disparo de drones e mísseis a partir do Iraque. Segundo a inteligência israelense, o ataque deve acontecer nos próximos dias, antes da eleição presidencial americana.
Há pouco, o WTI/dezembro ampliava alta para 2,49%, a US$ 70,32, enquanto o Brent/janeiro avançava 2,34%, a US$ 73,85 por barril.
(BDM Online + agências)