Dólar vai a R$ 5,84 e juros disparam com indefinição sobre cortes de gastos; NY sobe com payroll fraco e balanços
[1º/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
Os ativos brasileiros voltam a ser penalizados pelo risco fiscal nesta sexta-feira. Investidores seguem mal-humorados por causa da demora do governo em detalhar as medidas de corte de gastos. Prometido para depois das eleições municipais, o pacote deve ser adiado em mais uma semana, visto que o ministro Fernando Haddad estará fora do país na semana que vem.
O dólar à vista opera na máxima do dia (+1,06%, a R$ 5,8423) e os juros futuros incorporam até 18 pb de prêmio hoje (DI Jan26 a 12,965%; Jan27 a 13,150%; Jan29 a 13,165%), com o vencimentos a partir de 2027 acima dos 13,0%.
O Ibovespa recua 0,90%, aos 128.545 pontos, com as ações mais sensíveis ao dólar e juros altos entre as maiores baixas do dia.
Em NY, a história é bem diferente. O payroll muito abaixo do esperado consolidou a aposta de que o Fed cortará os juros em 25 pb na próxima semana, favorecendo os ativos de risco.
Nas bolsas, o Dow Jones sobe 0,70%, acompanhado pelo S&P500 (0,52%) e pelo Nasdaq (0,83%), que é embalado também pelos balanços de Amazon (+6,5%) e Intel (+6,8%).
(Téo Takar)
Eztec amplia ganhos apoiada no salto de 239% do lucro líquido do 3TRI
Na liderança do ranking positivo do Ibovespa, as ações da Eztec ampliam os ganhos, avançando, por volta das 14h22, 8,88%, a R$ 15,21, apoiado no balanço do 3TRI reportado pela companhia.
O lucro líquido do período saltou 239% na comparação anual, para R$ 132,6 milhões. Juntamente com o movimento altista dos últimos dias, a construtora atinge hoje, segundo o Broadcast, valor de mercado de R$ 3,34 bilhões.
Aversão ao risco domina sessões do Ibovespa e de NY; forte queda do Bradesco pressiona bolsa brasileira
[31/10/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
A aversão ao risco dominou as sessões desta quinta-feira tanto aqui quanto em Wall Street. O Ibovespa fechou em baixa de 0,71%, aos 129.713,33 pontos, com volume de R$ 20,8 bilhões, pressionado pela forte queda dos papéis do Bradesco (ON: -3,41%; R$ 12,74 e PN: -4,39%; R$ 14,37), após o balanço do banco.
Em outubro, o índice recuou 1,60% e acumulou perda de 3,33% no ano.
Também no vermelho, Vale perdeu 0,66% (R$ 62,06). Já Petrobras ON subiu 0,46%, a R$ 39,06, e Petrobras PN ganhou 0,17%, a R$ 35,91.
O dólar à vista fechou em alta de 0,31%, a R$ 5,7811, e os juros futuros avançaram em toda a curva.
Já a performance em NY foi afetada pela queda das ações de big techs, em meio à decepção dos investidores com balanços do 3TRI.
Dow Jones caiu 0,90% (41.763,46). S&P500 recuou 1,86% (5.705,45). Nasdaq cedeu 2,76% (18.095,15). No mês, os índices acumularam baixa de, respectivamente, 1,34%, 0,99% e 0,52%.
Os retornos dos Treasuries recuaram, diante do movimento de busca por proteção.
(Igor Giannasi)