Medo do risco fiscal volta com tudo diante da demora do pacote para reduzir gastos do governo
O tempo do mercado não é o tempo da política. Investidores bem que tentaram segurar a ansiedade ao longo desta semana, à espera do prometido pacote de medidas para reduzir os gastos do governo.
Mas, diante da falta de novidades e da notícia de que o ministro Fernando Haddad estará fora do país na próxima semana, o medo do risco fiscal voltou com tudo nesta 6ªF.
Os juros foram à casa dos 13% e o dólar atingiu a segunda maior cotação da história diante do real, atrás apenas dos R$ 5,90 registrados no auge da pandemia.
Lá fora, o clima também não ajudou. Apesar do payroll fraco ter reforçado a expectativa de que o Fed vai cortar os juros em 25 pb na próxima semana, a indefinição do cenário eleitoral nos EUA gerou apreensão nos mercados globais, especialmente nos emergentes.
Semana que vem não terá pacote aqui, mas terá eleição nos EUA, Copom e Fomc, para testar os cardíacos.
Bom fim de semana! (Téo Takar)
Ibovespa termina sessão em baixa com questão fiscal ainda pesando; NY tem alta, com destaque para Amazon
[1º/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa terminou em baixa de 1,23%, aos 128.120,75 pontos, nesta primeira sessão de novembro, com volume financeiro somando R$ 21,6 bilhões. Ainda pesou sobre o índice a questão fiscal, em meio à demora do governo em divulgar o pacote de corte de gastos.
Nesse contexto, o dólar à vista disparou, fechando em alta de 1,53%, a R$ 5,8694, assim como os juros futuros (DI Jan26 a 13,080%).
Por conta de notícias de que a Petrobras queria colocar na Petros um acusado de gestão temerária e da negativa sobre dividendos extraordinários, as ações da estatal recuaram (ON: -1,95%; R$ 38,30 e PN: -1,36%; R$ 35,42). Já Vale teve leve queda de 0,05%, a R$ 62,03.
Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 1,36%.
Por outro lado, em NY, as bolsas tiveram alta, com destaque para o desempenho das ações da Amazon (+6,19%), cujo balanço superou as expectativas.
Dow Jones subiu 0,69% (42.052,19). S&P500 avançou 0,41% (5.728,80). Nasdaq ganhou 0,80% (18.239,92). Na semana, porém, os índices acumularam perdas de, respectivamente, 0,15%, 1,37% e 1,50%.
Os retornos dos Treasuries avançaram, com o rendimento da T-note de 10 anos chegando ao nível mais elevado desde 5 julho, subindo a 4,3786%, de 4,2864%.
(Igor Giannasi)
Juros disparam com avanço do dólar e demora do governo em divulgar cortes de gastos
Os juros futuros registraram forte alta nesta sexta-feira, com as taxas longas incorporando até 31 pb no pior momento do dia. Todos os vencimentos a partir de janeiro de 2026 fecharam acima da casa dos 13,0%.
A disparada do dólar colaborou para o avanço das taxas, que refletiram principalmente a incerteza com o cenário fiscal doméstico, diante da demora do governo em detalhar medidas de redução de gastos.
O fato de o ministro Fernando Haddad estar fora do país na próxima semana reforçou o mau humor dos investidores.
No saldo da semana, as taxas subiram cerca de 50 pb em toda a curva, praticamente sem mudar sua inclinação. No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,080% (de 12,825% no fechamento de ontem); Jan/27 a 13,230% (12,995%); Jan/29 a 12,220% (13,005%); Jan/31 a 13,130% (12,940%); e Jan/33 a 13,040% (12,830%).
(Téo Takar)