Petróleo sobe com adiamento de aumento da produção da Opep e dólar fraco

O petróleo fechou em alta expressiva nesta segunda-feira, após a Opep+ confirmar que vai adiar por um mês o aumento de sua produção, que estava previsto para entrar em vigor em dezembro.

Os preços contaram ainda com o apoio da queda do dólar frente a outras moedas, com investidores ajustando posições para uma possível vitória de Kamala Harris nas eleições à Presidência dos EUA.

O Brent para janeiro avançou 2,70%, a US$ 75,08 por barril, na ICE. E o WTI para dezembro subiu 2,84%, a US$ 71,47 por barril, na Nymex.

Papéis sensíveis ao ciclo econômico se destacam entre as maiores altas

Papéis mais sensíveis ao ciclo econômico seguem com uma ampla margem de ganhos na sessão desta segunda-feira, apoiados pela baixa dos DIs e pela melhor do humor local, em meio à expectativa do mercado por algum anúncio de corte de gastos pelo governo ainda nesta semana.

Na liderança do ranking positivo, Magazine Luiza avançava, por volta das 16h56, 11,17%, a R$ 9,85. A ação é acompanhada por Cogna, com +11,03% (R$ 1,51). Em seguida, CVC subia 9,28%, a R$ 2,12.

Azul apaga ganhos da manhã e passa à liderança do ranking negativo

As ações da Azul apagaram os ganhos da manhã e passaram a liderar o ranking negativo do Ibovespa, mesmo com dólar depreciado e DIs em baixa. Por volta das 16h05, o papel da companhia recuava 3,77%, a R$ 5,11.

Para analistas, como a empresa está “endividada demais”, houve um exagero no fato as ações terem subido tanto diante do acordo com credores, que ocorreu para captar mais dívida e não para reduzi-la.

Agora, a avaliação é de que o mercado parece ter entendido isso e o ativo volta ao patamar de preço anterior ao anúncio.