Ibovespa retoma os 130 mil pontos com expectativa sobre corte de gastos do governo
[4/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa retomou os 130 mil pontos nesta segunda-feira, com os investidores animados com as sinalizações do ministro Fernando Haddad de que as medidas de corte de gastos devem ser anunciadas pelo governo ainda nesta semana.
O índice fechou em alta de 1,87%, aos 130.514,79 pontos, com volume financeiro de R$ 19,3 bilhões.
Diante do alívio dos juros futuros (DI Jan26 a 12,880%), as ações mais sensíveis ao ciclo econômico se destacaram no ranking positivo, com Cogna avançando 11,03% (R$ 1,51).
Vale subiu 1,03% (R$ 62,67). Petrobras ON registrou +0,10%, a R$ 38,34, e Petrobras PN, +0,23%, a R$ 35,50. O dólar à vista fechou em baixa de 1,47%, a R$ 5,7831.
Já em NY, a cautela prevaleceu às vésperas das eleições presidenciais americanas (amanhã) e da decisão dos juros pelo Fed (5ªF), e os retornos dos Treasuries cederam.
Dow Jones recuou 0,61% (41.794,60). S&P500 caiu 0,28% (5.712,69). Nasdaq perdeu 0,33% (18.179,98).
(Igor Giannasi)
Juros futuros devolvem prêmios com expectativa de plano de corte de gastos nesta semana
Os juros futuros tiveram descompressão nesta segunda-feira, diante da decisão do ministro Fernando Haddad de cancelar à viagem que faria à Europa nesta semana para se empenhar no programa de corte de gastos do governo. O forte recuo do câmbio e dos juros dos Treasuries também colaborou.
Pela manhã, Haddad disse que as medidas devem ser anunciadas ainda nesta semana. Nesta tarde, o mercado monitorava a reunião dos ministros da junta orçamentária (JEO) no Planalto. Pouco antes do fechamento do mercado, mais três ministros foram chamados, segundo apurou o Valor: Luiz Marinho (Trabalho), Nísia Trindade (Saúde) e Camilo Santana (Educação).
O Boletim Focus ficou em segundo plano, apesar de mostrar a 5ª alta seguida nas projeções de inflação. A mediana dos próximos 12 meses, que passou a ser uma medida de referência para o novo sistema de meta contínua, que valerá a partir de 2025, subiu de 4,04% para 4,08%. A mediana das estimativas para 2024 seguem acima do teto, subindo de 4,55% para 4,59%.
Na agenda do dia, o IPC-Fipe subiu 0,80% em outubro, acima dos 0,68% previstos pelo mercado. No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 12,880% (de 13,080% na 6ªF); Jan/27 a 13,030% (13,230%); Jan/29 a 13,040% (13,220%); Jan/31 a 12,970% (13,130%); e Jan/33 a 12,870% (13,040%).
(Téo Takar)
Dólar devolve alta recente com expectativa de anúncio de pacote fiscal
O dólar devolveu hoje grande parte dos ganhos acumulados na semana passada, com investidores desmontando posições defensivas após o ministro Fernando Haddad cancelar uma viagem que faria à Europa e sinalizar que o governo anunciará nesta semana o pacote de medidas para reduzir os gastos do governo.
No exterior, o dólar também caiu diante dos pares e de outras moedas emergentes, com o mercado ajustando posições para as eleições presidenciais nos EUA, após as últimas pesquisas mostrarem recuperação de Kamala Harris sobre Donald Trump.
O dólar à vista fechou em baixa de 1,47%, a R$ 5,7831, após oscilar entre R$ 5,7562 e R$ 5,8392. Às 17h01, o dólar futuro para dezembro recuava 1,55%, a R$ 5,8010.
Lá fora, o índice DXY caía 0,38%, aos 103,890 pontos. O euro subia 0,40%, a US$ 1,0877 e a libra ganhava 0,19%, a US$ 1,2952.
(Téo Takar)