Bolsas europeias fecham em baixa após vitória de Trump aumentar preocupação sobre protecionismo
As bolsas europeias fecharam com perdas moderadas nesta quarta-feira, com investidores reagindo à vitória de Donald Trump na disputa pela Casa Branca. O republicano prometeu aumentar o protecionismo em relação à China e também aos produtos europeus, o que pode afetar as receitas futuras das empresas do bloco econômico.
Por outro lado, o índice de ações ligadas ao setor de defesa subiu 2,15%, diante da aposta do mercado de que o gasto no segmento será uma das prioridades do novo presidente americano.
As ações da BMW caíram 6% após a fabricante de veículos de luxo apresentar resultados abaixo do esperado no trimestre.
O índice FTSE100, de Londres, fechou em baixa de 0,07%; o DAX, de Frankfurt, recuou 1,13%; e o CAC40, de Paris, caiu 0,51%. O índice Stoxx600 terminou em baixa de 0,54%, aos 506,78 pontos.
Ibovespa fecha perto da estabilidade após empolgação da véspera; NY sobe em dia de eleição presidencial
[5/11/24] Da Redação do Bom Dia Mercado
O Ibovespa fechou perto da estabilidade (+0,11%; 130.660,75) nesta terça-feira, com volume de R$ 19,3 bilhões, após a empolgação da véspera diante da sinalização de que o pacote de corte de gastos do governo deva ser divulgado ainda nesta semana.
As movimentações no Planalto nesta tarde, com a antecipação da reunião com ministros para discutir as medidas, também ficaram no radar dos investidores.
Destaque entre os maiores ganhos, a ação do Itaú subiu 3,00% (R$ 36,34), refletindo a reação positiva do balanço do 3TRI do banco. Vale baixou 0,88%, a R$ 62,12, Petrobras ON caiu 0,50%, a R$ 38,15, e Petrobras PN cedeu 0,31%, a R$ 35,39.
O dólar à vista voltou a cair (-0,60%; R$ 5,7484), assim como juros futuros (DI Jan26 a 12,815%).
Em NY, as bolsas tiveram alta, enquanto os investidores monitoraram o principal evento do dia, as eleições presidenciais nos EUA, e os retornos dos Treasuries ficaram sem direção única.
Dow Jones subiu 1,02% (42.221,88), S&P500 ganhou 1,23% (5.782,76) e Nasdaq avançou 1,43% (18.439,17).
(Igor Giannasi)
Juros futuros recuam com expectativa de corte amplo de gastos
Os juros futuros voltaram a queimar prêmios nesta terça-feira, com investidores avaliando que o governo está empenhado em apresentar em breve um pacote efetivo de redução de gastos. As taxas chegaram a subir até o início da tarde, na esteira da alta dos Treasuries e do dólar, mas viraram por volta das 14h, com a notícia de antecipação da reunião no Planalto para discutir as medidas.
A convocação de ministros que não integram a equipe econômica para participar das discussões ontem e hoje foi interpretada pelo mercado como uma disposição do governo de realizar cortes amplos e rapidamente.
A proximidade da reunião do Copom, nesta quarta-feira, não interferiu nas taxas, uma vez que o mercado já precifica uma alta de 0,5 pp da Selic.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 12,815% (de 12,880% no fechamento de ontem); Jan/27 a 12,945% (13,030%); Jan/29 a 12,930%, na mínima do dia (13,040%); Jan/31 a 12,860% (12,970%); e Jan/33 a 12,760% (12,870%).
(Téo Takar)